Fátima Bezerra se consolida na liderança em pesquisa Seta, mas indica estagnação nas intenções de voto

Fátima admite candidatura ao Governo (Foto: Tribuna do Norte)
Fátima vai ter que superar estagnação das intenções de voto

A pesquisa Seta divulgada ontem pelo Jornal Agora RN tem um dado que passou despercebido: Fátima Bezerra (PT) não cresceu no comparativo com a última sondagem do Instituto Seta divulgada em março. Está estagnada nos 29,3%.

Os principais adversários Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) cresceram. Se a eleição fosse hoje conforme o Instituto Seta teríamos segundo turno por pequena margem de votos representados em 0,9%. A soma de todos os adversários dá 30,2% contra de 29,2% Fátima Bezerra. Se levarmos em consideração que Kelps Lima (SD) e Eliezer Girão (PSL) não são candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte a soma de todos os adversários da petista cai para 25,9%, o que daria a ela a vitória no primeiro turno levando em consideração que os votos nulos e brancos não são válidos.

Em 20 de março, em outro cenário, a soma de todos os candidatos, incluindo os que na época não tinham desistido, era de 24.05% contra 29,56% da senadora. Os crescimentos de Robinson e Carlos Eduardo diminuíram a possibilidade de segundo turno em 2018 conforme o instituto. Ainda não é possível afirmar que existe uma tendência de crescimento dos dois porque é necessária uma nova pesquisa repetindo o avanço.

Esses números indicam, em um primeiro momento, que Fátima está estabilizada na liderança, mas ao mesmo tempo não consegue crescer nas intenções de voto. São dois meses na casa dos 29% enquanto os dois principais adversários cresceram de forma tímida. Digamos que a petista esteja “estagnada na liderança” até segunda ordem.

O desafio para provocar um segundo turno será conquistar os 31,3% de eleitores que dizem não votar em nenhum dos candidatos e convencer os 9,2% de indecisos. Se eles anularem o voto Fátima pode até vencer no primeiro turno.

A formação das alianças será fundamental, principalmente nas cidades menores onde os líderes políticos locais exercem mais influência sobre o eleitorado.

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