Há anos a governadora Fátima Bezerra (PT) vem adotando uma estratégia de “Paz e Amor” que tem lhe rendido vitórias consecutivas.
Assim se elegeu senadora numa virada histórica sobre Wilma de Faria em 2014 e foi eleita e reeleita governadora sem sobressaltos em 2018 e 2022.
O problema é que se rendeu vitórias, nunca lhe deu uma situação confortável em termos de popularidade nos oito anos de governo.
Mesmo reeleita no primeiro turno há quatro anos, ela nunca gozou de uma grande popularidade. Apesar de pagar as quatro folhas atrasadas que herdou e diminuir os índices de violência, ela passou a maior parte do primeiro mandato com a desaprovação maior que a provação.
O quadro só mudou ao longo da campanha chegando na semana da eleição a aprovação acima de 50% na média das pesquisas.
No segundo mandato, a desaprovação chegou ao teto de 70% e foi reduzindo ao longo do segundo biênio orbitando na faixa dos 60% e até abaixo disso a depender do instituto.
A falta de luta política e ocupação de espaços na mídia são fatores que explicam a queda na popularidade ao longo do segundo mandato.
O que funcionou para Fátima não vai funcionar para Cadu que é desconhecido e precisa de uma estratégia mais agressiva.