Femurn reclama da queda dos royalties, mas é cúmplice por omissão

O então presidente da Femurn, Babá, assistiu em silêncio o desmonte da Petrobras no Estado (Foto: autor não identificado)

A Femurn que gritou contra Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi) em 2019 é a mesma que assistiu em silêncio a venda dos ativos da Petrobras do Estado durante a era Bolsonaro.

A crônica de uma tragédia anunciada foi prosada nesta página em diversas ocasiões. Foi avisado que teríamos demissões, que os combustíveis ficariam mais caros, haveria menos impostos e aconteceria um abalo nos royalties sempre robustos nos tempos da Petrobras.

Neste final de semana, a Femurn que não ligou quando o ICMS dos combustíveis foi ferido de morte pelo então presidente Jair Bolsonaro e suas medidas eleitoreiras no ano passado, decidiu falar sobre a queda dos royalties do petróleo depois que a Petrobras deu lugar a 3R.

No acumulado do ano a queda é de 39%. Só entre junho e julho a pancada foi de 49%. Em Mossoró entre os dois meses a perda foi de 45%.

De forma covarde a Femurn teve o cuidado de fingir que nada disso tem a ver com a privatização da indústria do petróleo como se a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não tivesse mudado em 2021 a alíquota de 7,5% para 5% para empresas privadas de médio e pequeno porte, perfil onde se encaixa a 3R.

A conta chegou e a Femurn sabia de tudo isso, mas não só assistiu calada como apoiou a candidatura de Rogério Marinho (PL) ao Senado, segue alinhada aos interesses do senador bolsonarista e segue na lorota municipalista de deputados como João Maia (PL) e Robinson Faria (PL), Benes Leocádio (União) e do ex-deputado Beto Rosado (PP). Eles foram apoiadores ou omissos diante da saída da Petrobras.

A Femurn agora reclama da queda dos royalties, que está ferindo de morte seus federados, mas é cúmplice dessa tragédia anunciada pelos “comunistas” da imprensa.

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Reportagem especial

Canal Bruno Barreto