Flagra de esposa de Allyson em agenda com famoso pivô do esquema do INSS volta a levantar questionamentos sobre conduta ética do ex-prefeito de Mossoró

Foto: reprodução

No final de semana entre um e outro storie foi possível perceber que a ex-primeira-dama de Mossoró Cinthia Pinheiro (UB) estava acompanha de Abraão Lincoln, um dos pivôs do esquema que roubou dinheiro de aposentados do INSS, que chocou o Brasil no ano passado.

A foto divulgada em primeira mão nas redes sociais do Blog do Barreto e reproduzida em diversas páginas, levantou novos questionamentos a respeito da conduta ética do pré-candidato ao Governo Allyson Bezerra (UB), que já é alvo de denúncias envolvendo obras em praças de Mossoró (reveladas pelo Blog do Barreto na série “Os Segredos de Allyson) e desvios na saúde. Esta última já resultou na Operação Mederi que realizou busca e apreensão na casa do então prefeito.

Cinthia estava em Caiçara do Rio do Vento ao lado do pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (UB). Os dois são apoiados pelo controverso político que mesmo suspenso do Republicanos foi decisivo no começo do ano para garantir o controle da legenda no Estado para o grupo de Allyson.

No acordo, Marcos Medeiros que estava na véspera de assumir a Prefeitura de Mossoró trocou o PSD pelo Republicanos.

Escândalos

Lincoln coleciona escândalos na carreira e já chegou a ser preso em 2015 durante a Operação Enredados, da Polícia Federal. Recentemente foi condenado pela Justiça Eleitoral por utilizar a conta de uma recepcionista para movimentar R$ 823 mil em caixa dois nas eleições de 2024.

Na CPMI do INSS ele chegou a receber voz de prisão por mentir alegando ter renunciado ao cargo de presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) quando na verdade foi afastado por decisão cautelar da justiça.

Já na presidência de outra entidade, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln se aproximou do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.

A PF suspeita que a dupla tenha faturado R$ 221 milhões em desvios de aposentados via CBPA.