“Fritadora” de vices sente gostinho de ser interina

Hoje a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) é vice-prefeita. Aliás prefeita em exercício de Natal. O destino político pregou uma peça com a socialista que sempre se irritou com quem assumiu o posto dela querendo mostrar serviço.

Wilma comandou o executivo cinco vezes. Em quatro delas teve problemas com seus vices.

Historiar é preciso.

Quando foi eleita prefeita de Natal em 1988, o vice dela era Ney Lopes de Souza (PFL). Não demorou muito para que eles se estranhassem e antes da metade do mandato, Ney já estava eleito deputado federal e de mudança para Brasília.

Quando foi eleita em 1996, Wilma tinha como parceiro de chapa Marcílio Carrilho que terminou descartado por ela.

Por ironia o único vice de Wilma que não lhe causou problemas foi justamente o mais explosivo deles: Carlos Eduardo, atual prefeito de Natal. Não se tratou de uma afinidade, mas de necessidade. De olho no Governo do Estado ela usou com eficiência o atual pedetista que lhe deu suporte nas eleições de 2002.

No Governo, ela passou o primeiro mandato à turras com Antonio Jácome que terminou trocando o PSB pelo PMN em 2005 e voltou a Assembleia Legislativa no ano seguinte.

Com Iberê Ferreira houve até um bom relacionamento, mas ele passou quatro anos sem saber se seria realmente o candidato wilmista ao Governo do Estado em 2010. A socialista também estimulava as postulações de Carlos Eduardo, Robinson Faria e João Maia. No fim predominou o peso da caneta: Wilma não abriu mão da força de Iberê que estaria com a caneta na época em que ela tentaria se tornar senadora.

Agora Wilma está de passagem pelo poder. Logo no primeiro dia ela teve agenda de quem quer mostrar serviço, coisa que seus vices lhe tiravam a paciência no cada vez mais distante passado.

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