O deputado federal General Girão (PL) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados para criticar a aprovação da Medida Provisória que criou o programa Gás do Povo. Durante sua fala, o parlamentar destacou o crescimento do déficit público e defendeu a ‘capacitação’ em detrimento da ‘assistencialismo’.
O deputado iniciou sua intervenção alertando para a origem dos recursos que financiam os programas do governo. Segundo Girão, a expansão de benefícios sociais gera um custo direto para o contribuinte.
“Sabemos que quem vai pagar a conta somos nós, somos os pagadores de impostos. Nós precisamos melhorar o nosso país”, afirmou o parlamentar.
Girão apontou o que chamou de ‘desgoverno’, mencionando que o rombo nas contas públicas e a situação financeira das empresas estatais são indicadores de uma gestão ineficiente. Para o deputado, os números dos déficits apresentam um crescimento preocupante “ano a ano”.
Girão argumentou que o Estado deveria investir na formação e na autonomia dos cidadãos, em vez de ampliar a dependência de subsídios governamentais.
Para fundamentar sua posição, o deputado recorreu a preceitos bíblicos, citando a importância da dignidade através do esforço pessoal. “Ao invés de buscarmos para que as pessoas possam conseguir trabalhar e cumprirem o que está na Bíblia: trabalhar, suor do seu rosto para ganhar o pão de cada dia”, disparou.
Apesar dos ataques ao programa, Girão votou a favor da proposta. Só 29 deputados tiveram coragem de digitar “não” entre eles o potiguar Sargento Gonçalves (PL).