A tendência interna Articulação de Esquerda, do Partido dos Trabalhadores (PT), grupo do qual faz parte a Deputada Federal Natália Bonavides, divulgou uma nota nesta segunda-feira (13) defendendo mudanças na composição da chapa majoritária do campo governista para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. No documento, o grupo propõe que o PSOL seja convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado e que a candidatura a vice-governador tenha um perfil de esquerda, preferencialmente uma mulher com ligação aos movimentos populares.
A manifestação é dirigida ao diretório estadual do PT e parte da avaliação de que a disputa eleitoral de 2026 será decisiva para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fortalecer o projeto político do partido nos estados.
Segundo a tendência petista, o Rio Grande do Norte reúne condições favoráveis para uma campanha unificada da esquerda. O texto afirma que, no estado, será possível votar em candidatos do PT para todos os principais cargos em disputa, “de governador a deputado estadual”, o que, na avaliação do grupo, favorece a mobilização da militância.
A Articulação de Esquerda sustenta que a consolidação de um palanque unificado é fundamental para ampliar a votação de Lula no estado e assegurar vitórias nas disputas para o Governo e o Senado. Além da composição eleitoral, a tendência defende que o programa de governo seja construído em diálogo com movimentos sociais, setoriais do PT e representantes da classe trabalhadora.
Apoio ao PSOL e defesa do legado de Fátima
Na nota, a corrente afirma que a inclusão do PSOL na chapa para o Senado permitiria oferecer ao eleitorado dois votos identificados com um projeto popular para o Rio Grande do Norte. O documento também destaca que a composição deve estar comprometida com o legado da governadora Fátima Bezerra, com a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e com o projeto nacional liderado por Lula.
Outro ponto defendido pela tendência é que a vice-governadoria seja ocupada por uma liderança de perfil progressista, preferencialmente uma mulher vinculada aos movimentos populares, como forma de fortalecer a identificação da chapa com sua base social.
Confira a nota na íntegra
NOTA AO PT DO RIO GRANDE DO NORTE
A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.
Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.
Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.
No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.
É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.
Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.
Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!
Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos!
Natal, 13 de julho de 2026
Direção Estadual da Articulação de Esquerda do RN
