Apesar do crescimento do secretário estadual de fazenda Cadu Xavier (PT) na disputa para o Governo do Estado, os sinais emitidos pelo eleitor nas pesquisas são de mudança no Rio Grande do Norte.
Fato Lula à parte, a direita é favorita para as eleições do ano que vem. Mas o problema é que há congestionamento no campo conservador.
Eleito senador em 2022, o líder do bolsonarismo Rogério é um nome natural para a disputa, como tradicionalmente acontece com senadores eleitos em eleição de uma única vaga.
Mas o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) atropelou e ocupa o espaço ao liderar a maioria das pesquisas, empurrando Rogério para o terceiro lugar em algumas delas.
É o frango enfrentando o galo no terreiro conservador.
Rogério e Allyson não se bicam. Isso por a união é difícil.
Mas um outro fator: a senadora Zenaide Maia (PSD) é aliada de Allyson e está cada dia mais distante do PT no RN, mas segue firme na base de Lula no plano nacional. Ela não é aceita na direita e não há motivos para o prefeito escanteá-la para se alinhar com o bolsonarismo, que tem um terço do eleitorado.
No meio disso está o prefeito de Natal Paulinho Freire (UB) que assumiu compromissos com o antecessor Álvaro Dias (Republicanos), com Rogério, é aliado do senador Styvenson Valentim (PSDB) e é do partido de Allyson.
Não cabe todo mundo na chapa de Paulinho, que de quebra tem planos de indicar a esposa Nina Souza (UB) como vice.
Relações difíceis
Além de Rogério não ter apreço por Allyson, quem detesta o prefeito de Mossoró é o senador Styvenson. Até disputa judicial os dois já travaram.
Outro cercado de restrições é Álvaro Dias. Ele já teve brigas públicas com Rogério e não tem lá muita afinidade com Styvenson.
Álvaro e Allyson andam se cheirando politicamente. Há quem aposte que ele seja o segundo senador da chapa de Allyson que já está fechado com Zenaide, apesar da reprimenda pública do seu mentor político, o ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil.
Diga-se de passagem, Agripino não gosta de Rogério.
A direita do RN vive uma guerra de egos pautada pelos interesses pessoais que gera mágoas e vetos.
O que une?
Os direitosos se odeiam entre si, mas uma coisa eles odeiam mais: o PT. Só um segundo turno contra o candidato Cadu Xavier une essa turma.
A tendência é que se dividam em duas chapas fortes.
