Interlocutores próximos a Oseas Monthalgan, um dos sócios da empresa Dismed, afirmam que as transcrições de áudios obtidas pela Polícia Federal reproduzem com precisão a forma como ele se expressa no cotidiano.
O nome de Oseas aparece em investigações que apuram um suposto esquema de pagamento de propina, incluindo a menção a um percentual de 15% relacionado ao prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), além da entrega de valores ao prefeito do município de Paraú. Os diálogos atribuídos ao empresário ocupam grande parte das 125 páginas que reúnem as escutas autorizadas judicialmente.
Segundo pessoas que mantêm contato frequente com Oseas Monthalgan, seja pessoalmente, por telefone ou por mensagens de WhatsApp, a leitura das transcrições provoca a sensação de estar ouvindo o próprio empresário falar. “Não dá para tirar uma vírgula. É exatamente daquele jeito que ele conversa”, relatou um interlocutor, sob condição de anonimato. “Lendo, parece que estou ouvindo ele falar”, completou.
Percepção semelhante foi relatada por pessoas próximas a Moabe Soares, outro sócio da Dismed e também citado nos diálogos interceptados. De acordo com uma fonte, a fidelidade das transcrições é tamanha que chega a permitir a visualização de características pessoais durante a leitura. “Dá até para imaginar ele gaguejando e piscando os olhos, que é um cacoete que ele tem”, afirmou.
As transcrições fazem parte de material produzido a partir de escutas instaladas pela Polícia Federal no curso das investigações. As defesas dos envolvidos ainda poderão se manifestar oficialmente sobre o conteúdo e o contexto dos diálogos, que seguem sob análise das autoridades competentes.
Enquanto o processo avança, pessoas do círculo próximo aos citados destacam que, independentemente do mérito jurídico das acusações, a forma de falar registrada nos áudios reflete fielmente o modo habitual de comunicação dos envolvidos, reforçando a autenticidade formal das transcrições constantes nos autos.
