Jamile, garota potiguar citada nos arquivos de Epstein, foi impedida de ir aos EUA pela família

Imagem: Netflix/Reprodução

Novos desdobramentos sobre o “Caso Epstein” trazem um alívio para a comunidade potiguar. A jovem identificada como Jamile, cujo nome constava em trocas de mensagens entre o criminoso norte-americano Jeffrey Epstein e Alexia, uma suposta aliciadora, foi localizada e passa bem.

A investigação internacional que expôs a rede de exploração sexual de Epstein já havia apontado o Rio Grande do Norte como um dos pontos de interesse do bilionário. Jamile foi mencionada em e-mails que detalhavam planos para levá-la aos Estados Unidos. No entanto, a viagem nunca aconteceu.

De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo jornalista Habyner Lima, a família da jovem desconfiou das circunstâncias e da abordagem da suposta agenciadora. “A família achou muito estranho toda essa história e ela acabou não embarcando”, afirma Habyner, que foi procurado pela família.

Atualmente, Jamile vive uma vida normal e sua identidade está sendo preservada por questões de segurança.

MPF

O caso deixou de ser apenas uma suspeita midiática e tornou-se alvo de uma investigação federal rigorosa. O Ministério Público Federal (MPF/RN) já formalizou o caso e o encaminhou à Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

As autoridades buscam agora:

  • Identificar a responsabilidade criminal da aliciadora citada nos e-mails.
  • Mapear possíveis outros contatos de Epstein que possam ter atuado na capital potiguar.
  • Analisar o material fornecido por jornalistas locais que colaboraram com o Ministério Público.

“As informações já foram entregues ao Ministério Público Federal e eles vão dar prosseguimento ao caso para saber se, de fato, a citada teve responsabilidade criminal”, destaca Habyner

Com o envolvimento da unidade nacional de combate ao tráfico humano, o cerco se fecha contra os facilitadores locais que possam ter colaborado com a rede internacional. A prioridade das autoridades, além da punição dos culpados, é garantir que outras jovens não caiam em abordagens semelhantes sob o pretexto de oportunidades no exterior.