Portal Mais RN
A ativista Juliana Garcia confirmou, em primeira mão ao Portal Mais RN, sua pré-candidatura a deputada estadual pelo PT nas eleições de 2026. A decisão marca uma nova etapa em sua trajetória: transformar uma história de sobrevivência em uma plataforma de defesa das mulheres e de fortalecimento das políticas públicas de proteção no RN.
Conhecida nacionalmente após sobreviver a uma brutal tentativa de feminicídio, Juliana afirma que sua caminhada política não será construída apenas a partir da violência que enfrentou, mas, sobretudo, do compromisso de garantir que outras mulheres tenham acesso à proteção, acolhimento e oportunidades que muitas vezes lhes são negados.
Com o anúncio, Juliana faz questão de reconhecer que sua história foi marcada por circunstâncias que contribuíram para a responsabilização do agressor. Ela destaca que morar em um condomínio com câmeras de segurança permitiu que as agressões fossem registradas. Uma realidade distante da vivida por milhares de brasileiras que enfrentam a violência sem provas, sem testemunhas e, muitas vezes, sem serem acreditadas. Por esses e outros motivos decidiu que entrar na política e exercer um mandato o faria transformar sua voz em ações concretas de defesa das mulheres.
“Viver não pode ser um privilégio. Nenhuma mulher deveria depender das circunstâncias para ter sua dor reconhecida ou conseguir justiça. Quero lutar para que todas tenham acesso a uma rede de proteção que funcione e garanta o direito mais básico: o direito de viver”, afirma.
Juliana defende políticas voltadas à prevenção da violência, ao fortalecimento da rede de acolhimento, à assistência psicológica e à autonomia econômica das mulheres. Mais do que representar quem sobreviveu à violência, ela quer dar voz às que ainda vivem em silêncio e não encontram apoio para romper o ciclo de agressões.
Com a pré-candidatura, Juliana Garcia deixa de ser apenas a mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e se apresenta como uma voz em defesa das mulheres potiguares, levando para a política a história de quem transformou a dor em propósito e escolheu lutar para que viver com dignidade deixe de ser privilégio e se torne um direito de todas.
