Marleide consegue decisão judicial que obriga a Prefeitura de Mossoró as vacâncias nas secretarias

Foto: cedida

A vereadora Marleide Cunha obteve uma importante vitória na Justiça contra a Prefeitura de Mossoró. Em decisão judicial, foi determinado que o Município forneça, no prazo de até 30 dias, as informações solicitadas pela parlamentar sobre a estrutura de pessoal das secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.

A decisão atende ao mandado de segurança impetrado pela vereadora após sucessivas tentativas frustradas de obter os dados por meio de requerimentos e ofícios encaminhados às secretarias municipais, sem qualquer resposta dentro do prazo legal.

Na decisão, a Justiça reconhece que a ausência de resposta por parte da Prefeitura configura violação ao direito de acesso à informação, garantido pela Constituição Federal e pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). O entendimento reforça que a administração pública tem o dever de prestar informações de forma direta, não sendo suficiente alegar que os dados estão disponíveis em portais eletrônicos.

Além disso, a decisão destaca que não cabe ao cidadão ou ao parlamentar reunir informações que são de responsabilidade do próprio poder público, caracterizando a omissão administrativa como ilegal.

Com a decisão, a Prefeitura está obrigada a informar, entre outros pontos:

  • o número de cargos efetivos existentes;
  • as vacâncias nas áreas solicitadas;
  • a descrição dos cargos;
  • a quantidade de servidores contratados e terceirizados.

Para a vereadora Marleide Cunha, a decisão comprova a falta de transparência da gestão municipal. “A Justiça reconhece aquilo que já denunciávamos: a Prefeitura se nega a cumprir um dever básico, que é dar transparência às suas informações. Essa vitória é do povo de Mossoró”, destacou.

A ação tem relação direta com a situação enfrentada por serviços públicos do município, especialmente na educação, onde há relatos de falta de professores enquanto candidatos aprovados em concurso público aguardam convocação.

A decisão judicial reforça a obrigação da gestão municipal de agir com transparência e respeitar o direito da população e dos representantes eleitos de acessar informações públicas.

A vereadora seguirá acompanhando o cumprimento da decisão e cobrando a convocação dos aprovados nos concursos públicos.