Média das pesquisas: com 40% dos votos válidos projetados, PL faria três deputado federais, federação do PT três e União/PP dois

Nina Souza é a puxadora do PL (Foto: Elpidio Junior)

O PL aparece como a força com maior potencial eleitoral na disputa pelas oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados. É o que aponta levantamento do Blog do Barreto a partir das pesquisas para deputado federal divulgadas no estado entre 31 de agosto e 4 de setembro.

Depois da normalização dos levantamentos e da ponderação pelo tamanho das amostras, os candidatos do PL concentram 40,1% dos votos válidos projetados.

Na segunda colocação aparece a Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), com 29,5%. A Federação União Progressista (União Brasil/PP) soma 18,5%.

As demais candidaturas e nominatas ficam, juntas, com aproximadamente 12%.

PL tem nominata mais forte

A principal característica do levantamento é a concentração dos votos em três grupos políticos.

O PL é puxado principalmente por Nina Souza e Cabo Deyvison, que aparecem entre os primeiros colocados do agregado individual. Sargento Gonçalves, General Girão, Carla Dickson, Juninho Saia Rodada, Pedro Filho e Coronel Brilhante completam uma nominata que apresenta elevada concentração de votos.

A projeção de 40,1% colocaria o partido em posição privilegiada na disputa das sobras e permite inclusive trabalhar com a possibilidade de uma quarta cadeira, dependendo da distribuição final dos votos.

No cenário central elaborado pelo Blog do Barreto, no entanto, o PL ficaria inicialmente com três deputados federais.

Federação do PT alcança quase 30%

A Federação Brasil da Esperança também apresenta uma nominata bastante competitiva.

Natália Bonavides lidera o grupo, seguida principalmente por Thabatta Pimenta, Dr. Bernardo e Odon Júnior. Fernando Mineiro e Brisa Bracchi também aparecem nas pesquisas.

Somadas, as candidaturas da federação alcançam aproximadamente 29,5% dos votos válidos projetados.

O desempenho coloca PT, PV e PCdoB em situação confortável para disputar três das oito cadeiras do Rio Grande do Norte.

Pelo cenário atual, Natália e Thabatta aparecem em situação mais sólida, enquanto Dr. Bernardo e Odon protagonizam uma disputa importante pela terceira posição da federação.

União Progressista disputa duas vagas

A Federação União Progressista aparece em terceiro lugar, com 18,5% dos votos válidos projetados.

A força do grupo está concentrada principalmente em Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria. Matheus Faustino também contribui para o desempenho da nominata.

Benes apresenta a situação individual mais confortável. A segunda cadeira, caso seja conquistada pela federação, tende a provocar uma disputa particularmente apertada entre João Maia e Robinson.

Esse é também um dos pontos de maior incerteza da projeção.

Isso porque levantamentos cujas tabelas completas não puderam ser incorporadas ao cálculo principal, especialmente a Qualittá, apresentam desempenho significativo de Robinson Faria. Assim, a estimativa de 18,5% deve ser interpretada como uma fotografia do agregado disponível, e não como previsão definitiva da votação da federação.

Projeção dos votos válidos por nominata

Partido/FederaçãoPercentual projetado
PL40,1%
Federação Brasil da Esperança29,5%
Federação União Progressista18,5%
Demais partidos12,0%

Os percentuais estão arredondados.

Cenário aponta divisão de 3–3–2

A projeção das nominatas reforça o cenário central de distribuição das oito vagas elaborado pelo Blog do Barreto:

PL: 3 vagas; Federação Brasil da Esperança: 3 vagas; Federação União Progressista: 2 vagas.

Nesse cenário, estariam hoje na zona de eleição Nina Souza, Cabo Deyvison e Sargento Gonçalves, pelo PL; Natália Bonavides, Thabatta Pimenta e Dr. Bernardo, pela Federação Brasil da Esperança; e Benes Leocádio e João Maia, pela União Progressista.

Isso não significa, entretanto, que sejam necessariamente os oito candidatos mais votados no resultado final. Nas eleições proporcionais, o desempenho da nominata é decisivo para determinar quantas cadeiras cada partido ou federação conquista.

Por isso, candidatos com votação individual superior podem ficar de fora enquanto concorrentes com menos votos conseguem uma vaga por integrarem uma nominata com desempenho suficiente para conquistar mais cadeiras.

Quarta vaga do PL está no jogo

A grande fronteira da disputa está entre uma quarta cadeira do PL e a segunda vaga da União Progressista.

Se os 40,1% projetados para o PL forem confirmados em uma eleição com distribuição semelhante à encontrada nas pesquisas, o partido teria condições matemáticas de disputar quatro das oito cadeiras.

Nesse cenário alternativo, General Girão, atualmente atrás de Sargento Gonçalves no agregado interno do PL, passaria a ter forte possibilidade de eleição.

Caso prevaleça a distribuição 3–3–2, a segunda vaga da União Progressista permanece e a disputa interna entre João Maia e Robinson Faria ganha ainda mais importância.

Como foi feito o levantamento

O Blog do Barreto reuniu as pesquisas divulgadas entre 31 de agosto e 4 de setembro que apresentaram números para deputado federal no Rio Grande do Norte.

Como as pesquisas são espontâneas e apresentam percentuais muito elevados (e diferentes) de eleitores que não souberam citar candidato, utilizar simplesmente a média dos percentuais divulgados produziria uma distorção.

Por isso, foram retirados não sabe/não respondeu e branco/nulo, recalculando-se a participação dos candidatos entre os votos válidos manifestados. Em seguida, os resultados foram ponderados de acordo com o tamanho das amostras.

Também foram confrontados os nomes citados nas pesquisas com as candidaturas e nominatas registradas no DivulgaCand, da Justiça Eleitoral.

Para transformar os percentuais em uma referência de votos e calcular o quociente eleitoral, foi utilizada como parâmetro a votação válida para deputado federal registrada no RN em 2022: cerca de 1,87 milhão de votos. Trata-se apenas de uma referência matemática, já que o número efetivo de votos válidos em 2026 somente será conhecido após a eleição.

O agregado, portanto, não é uma pesquisa eleitoral. É uma projeção estatística produzida a partir da combinação e normalização dos levantamentos divulgados no período.

O retrato atual é claro: PL e Federação Brasil da Esperança estão em vantagem na disputa proporcional, enquanto a União Progressista aparece como terceira força. A principal incógnita está na oitava cadeira: ela pode determinar se o RN terá uma bancada dividida em 3–3–2 ou se o PL conseguirá transformar sua vantagem nos votos em uma composição de 4–3–1.