O deputado federal Fernando Mineiro (PT) subiu o tom contra a oposição potiguar ao comentar a recente decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) de permanecer no comando do Executivo estadual até o fim de seu mandato. Segundo o parlamentar, a escolha foi um ato de coragem que frustrou planos de grupos políticos que já davam como certa a sua renúncia para disputar as eleições.
Para Mineiro, a oposição já articulava uma nova configuração de forças na Assembleia Legislativa para retomar o controle do estado. “Eles estavam certos de que Fátima ia renunciar e que eles iam constituir uma maioria ali na Assembleia para poder voltar a dominar o estado”, afirmou o deputado.
Segundo ele, o objetivo desses grupos seria reverter avanços sociais e implementar uma agenda de desestatização. Entre os pontos citados pelo parlamentar como alvos da oposição, estão a privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e o possível fechamento de unidades da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), além de ataques aos direitos dos servidores públicos.
Críticas à gestão de Álvaro Dias
Sem citar nomes diretamente no início, mas fazendo alusão clara ao cenário político de Natal, Mineiro questionou a autoridade moral de ex-gestores que agora se apresentam como alternativa de “eficiência administrativa”.
“O cara vir falar de eficiência administrativa? Quem deixou um monte de obras paralisadas? Quem deixou rombo na cidade do Natal? Estão ao lado daqueles que, historicamente, legaram o nosso estado a uma situação que nós bem sabemos como era recentemente”, disparou o petista.
O parlamentar relacionou as críticas da oposição a um sentimento de “ódio e preconceito” que impediria o reconhecimento das transformações promovidas pelas gestões de Fátima Bezerra no estado e do presidente Lula no plano federal.
Avanço contra o retrocesso
Ao finalizar sua fala, Fernando Mineiro reforçou a polarização que deve marcar o debate político nos próximos meses. O deputado classificou a “experiência” alardeada pelos adversários como um “vazio” que o povo potiguar não deseja revisitar.
“Experiência como eles têm, nós não queremos. O nosso povo quer avançar e não retroceder, tanto aqui no nosso estado como no Brasil. E é isso que vai acontecer nos próximos meses”, concluiu o deputado, sinalizando que a militância governista está pronta para o enfrentamento político nas urnas.
