Ministros bolsonaristas adotam estratégias diferentes, com resultados políticos diferentes e desempenho eleitoral parecido

Em um duelo político que por muito tempo foi colocado panos quentes para esconder uma escancarada rivalidade, os ministros Rogério Marinho e Fábio Faria disputam a primazia de controlar o palanque bolsonarista no Rio Grande do Norte.

Essa vitória visa levar com bônus o controle do PP, partido mais prestigiado no Governo Federal.

Os ministros adotaram estratégias bem diferentes. Rogério alinhou técnica e política. Fortaleceu a própria pasta ao mesmo tempo em que usava a estrutura dela para montar uma base política no Rio Grande do Norte. Assim ele juntou um punhado de prefeitos (entre eles Álvaro Dias, do Natal) e deputados.

Assim ele montou um palanque tendo ele candidato ao Senado e o deputado federal Benes Leocádio (Republicanos) na disputa ao Governo do Estado.

Já Fábio optou por fortalecer vínculos afetivos junto ao presidente. Falava-se que ele iria melhorar o presidente, aconteceu o inverso. Ele virou um “bolsonarista raiz” a ponto de ficar com a (má) fama de bajulador presidencial.

Estratégias diferentes, resultados políticos diferentes. Rogério, por ora, está politicamente mais robusto que Fábio no Rio Grande do Norte.

Por outro lado para o eleitor isso não fez nem faz a menor diferença. Os dois vão muito mal nas pesquisas em parte por serem historicamente impopulares no Estado e também pela associação a um presidente com desaprovação superior a 60% entre os potiguares.

Estratégias diferentes, resultados políticos diferentes e resultados eleitorais até aqui parecidos.

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