Na política brasileira, existe uma máxima de que quem vence em Minas Gerais vence a disputa para presidente da República. Os resultados presidenciais no segundo maior colégio eleitoral do país costumam ser semelhantes aos da disputa nacional.
A explicação é a de que Minas Gerais é a síntese do Brasil por ter a parte Norte semelhante ao Sertão nordestino e o Sul alinhado às regiões Sul e Sudeste do país.
Há uma situação sustentada em números no Rio Grande do Norte que coloca Mossoró como a nossa “Minas Gerais”.
Mossoró é a segunda maior cidade potiguar e também o segundo maior colégio eleitoral. Tem vida de capital, mas também aquele espírito de interior.
Se na eleição presidencial quem vence em Minas se elege, na eleição para o Governo quem ganha em Mossoró sobe a rampa da Governadoria em janeiro do ano seguinte.
Das seis últimas eleições, só em 2006 quem venceu em Mossoró não se elegeu governador. Foi Garibaldi Alves Filho (PMDB), alavancado pela alta popularidade de Rosalba Ciarlini (DEM), que se elegeria senadora naquele ano impulsionada pelos 83% dos votos válidos na capital do Oeste potiguar.
Nas outras cinco, quem venceu em Mossoró foi eleito governador.
