Ao conceder entrevista ao programa “A Voz da Comunidade” na FM Macaíba, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) deu uma tremenda bola fora ao agredir os fatos e por tabela desqualificar o resultado do trabalho de um dos seus principais aliados: o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PSD).
Na ânsia de atacar a governadora Fátima Bezerra (PT), Allyson detonou a política industrial do Rio Grande do Norte e levantou a falsa alegação de indústrias que estaria deixando o Estado para vizinhos.
“O RN tem que trazer a iniciativa privada para dentro do poder público para gerar riqueza para o cidadão. Chega de perder empresa, indústria para o Ceará, para a Paraíba, para outros estados do Nordeste porque não é um Estado atrativo, é avesso à iniciativa privada. No nosso projeto de desenvolvimento para o Estado a iniciativa privada participará diretamente do Governo e o diálogo com o empreendedorismo será constante”, declarou.
O CEO da Riachuelo, Flávio Rocha, disse em julho do ano passado que o Governo Fátima é parceiro do setor produtivo. Nas gestões de Rosalba Ciarlini e Robinson Faria, este último aliado de Allyson, o empresário chegou a declarar que o RN era “hostil ao setor produtivo”.
A gestão de Robinson protagonizou uma fuga de empresas do RN, o que não acontece com Fátima.
A fala de Flávio não é por acaso.
Em 2019, num projeto que orgulha Jaime Calado, foi implantado o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI). O prefeito de São Gonçalo era secretário estadual de desenvolvimento econômico.
O projeto apesar de aprovado por unanimidade contou com a resistência de aliados de Allyson como o deputado estadual Galeno Torquando (UB) e o ex-deputado estadual Kelps Lima (UB).
Mas os resultados estão aí.
Em 2024, o Rio Grande do Norte foi o estado nordestino com maior crescimento da industrial (7,4%), ficando acima da média nacional que foi de 2,5%.
O Proedi é responsável por 56% dos empregos da indústria potiguar e, conforme o Atlas da Indústria Potiguar apontou um crescimento de 87% do número de indústrias no RN entre 2020 e 2025. O documento é resultado de um compilado do “Mais RN Observatório da Indústria”, vinculado à Federação das Indústrias do RN (Fiern).
Justamente o período em que o programa foi implantado com a estimativa de ter gerado 54 mil empregos.
A fala de Allyson foi em Macaíba, onde fica o Distrito Industrial, que no ano passado bateu recorde de ocupação com 98,7% do espaço em funcionamento.
Por fim, sob a gestão de Allyson, Mossoró se tornou a capital potiguar do desemprego indo na contramão do Estado que gerou 15.870 novas vagas enquanto o município perdeu 2.592 em 2025.
A falta de uma política de geração de empregos é um dos pontos fracos da gestão de Allyson.
