O ano é 2017. Os servidores públicos do Rio Grande do Norte viviam uma era de trevas no Governo Robinson Faria, que acumulou quatro meses de salários atrasados.
Em uma greve de servidores da UERN, o então presidente sindicalista Allyson Bezerra foi prestar solidariedade aos trabalhadores massacrados pelo Governo Robinson.
Nessa época, Robinson chegou a dizer que os servidores que estavam com os salários atrasados tinham o direito de “espernear”.
Corta para 2026.
A governadora Fátima Bezerra (PT) está no último ano de mandato, tendo colocado as quatro folhas deixadas em atraso em dia e realizando diversos concursos públicos. Sobre a UERN, em específico, ela concedeu a sonhada autonomia financeira, o plano de cargos e carreiras e acabou com a lista tríplice na eleição para reitor.
Já Allyson, após passar cinco anos como prefeito de Mossoró mantendo uma relação conflituosa com os servidores, detona a gestão de Fátima e está de mãos dadas com Robinson, o governador que atrasava salários.
O Allyson de 2017 aplaudiria Fátima em 2026, mas o de 2026 não vê nada demais no passado do aliado como governador.
