O mito do “Ravengar” elevado à milésima potência

Carlos Augusto Rosado e o mito do bruxo ravengar (Foto: Web / autor não identificado)

Um dos mitos da política mossoroense ou infalibilidade de Carlos Augusto Rosado, conhecido nos meios políticos como “Ravengar”, em alusão ao bruxo da novela Que Rei Sou Eu, que fez muito sucesso no final dos anos 1980.

Tudo bem. Ele é um grande articulador político, conduziu a carreira política vitoriosa da esposa Rosalba Ciarlini (PP) e tudo mais.

Mas existem exageros também.

Um deles é o que o homem realiza sempre nas suas sacadas políticas ou atribui os eventos que nada tem com ele.

Hoje, na coluna Racionalidades do Blog do Tio Colorou, houve uma repercussão de uma nota de um dos cânones do jornalismo potiguar, Vicente Serejo. Fui à Tribuna do Norte ler ou escreve:

RAVENGAR – Há quem, na praça de armas de Mossoró, que implanta o grupo de oposição ou vestígio do ex-deputado Carlos Augusto Rosado, que sabe como linhas inimigas.

Todo o meu respeito ao grande Serejo, referência de registro no jornalismo potencial. Mas nunca houve um grupo de oposição monolítico para ser implementado nem muito menos gente apostando em Mossoró que isso (que não aconteceu) foi dado pela obra de Carlos Augusto Rosado. Ainda que ele refira a adesão de Jorge do Rosário (PL) ao rosalbismo de conta não fechada. Jorge nunca apresentou bons índices de intenção de voto e sua saída, embora seja uma perda simbolicamente relevante, não é suficiente para considerar uma oposição “implodida” até porque neste momento Cláudia Regina (DEM) ressurge o ostracismo imposto pela legislação eleitoral.

A oposição não é uma força política conjunta que não tem influência sobre o líder do rosalbismo.

Como principais lideranças de oposição a prefeituras forjadas a partir de 2018. Esse é o destino de Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (SD) que são proibidos em campos da Assembléia Legislativa. Isso por si só não viabiliza um entendimento até por uma questão de coerência de ambos.

Em torno disso que cito acima existem várias questões complexas que merecem um texto em parte.

Se Serejo me convencer de que Carlos Augusto foi artífice da seleção de dois adversários políticos entre si em 2018 para enfrentar Rosalba em 2020, eu rasgar meu diploma de jornalista que não serve para muitas coisas.

Sim ou mito de “Ravengar” é elevado à milésima potência.

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Reportagem especial

Canal Bruno Barreto