O que une Allyson e Styvenson?

Foto: arquivo

Outro dia escrevi que só em 2010 o candidato ao Governo vencedor das eleições do Rio Grande do Norte era um adversário do presidente Lula da Silva (PT).

Naquela eleição o antilulismo fez barba, cabelo e bigode elegendo Rosalba Ciarlini (DEM) governadora e reelegendo Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM) senadores.

Sempre gosto de repetir que foi o último suspiro das oligarquias.

Mas como adversários de Lula se deram tão bem? Simples.

Durante toda a campanha eles mantiveram uma posição crítica em relação ao governo de Wilma de Faria (PSB) e evitaram ataques ao petista que vivia o auge da popularidade.

Hoje mesmo sem gozar da quase unanimidade de 15 anos atrás, Lula segue forte no Rio Grande do Norte.

O prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN Allyson Bezerra (UB) e o senador Styvenson Valentim (PSDB) sabem disso. Allyson, inclusive, é aconselhado por Agripino, um dos artífices da estratégia vitoriosa de 2010.

Batem duro na governadora Fátima Bezerra (PT) que está impopular, mas evitam ir para cima de Lula.

Allyson e Styvenson não se bicam, mas estão unidos na mesma estratégia para vencer pela direita num estado lulista.