Oposição busca última assinatura para protocolar a “CEI da Matemática de Mossoró”

Oposição precisa de uma assinatura para aprovar CEI

A oposição na Câmara Municipal de Mossoró realizou, na manhã desta terça-feira (28), uma coletiva de imprensa para anunciar a articulação em torno da instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que irá investigar os sucessivos escândalos na saúde pública do município, incluindo denúncias de possíveis casos de corrupção e pagamento de propina envolvendo a gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB).

O caso ganhou o nome de “A Matemática de Mossoró”.

Durante a coletiva, os vereadores e vereadoras destacaram que a crise na saúde tem afetado diretamente a população mossoroense, com falta de medicamentos, precarização dos serviços, denúncias de contratos suspeitos e relatos que apontam para práticas que precisam ser apuradas com seriedade e transparência.
Para que a CEI seja oficialmente instaurada, são necessárias sete assinaturas de parlamentares. Atualmente, a oposição já reúne seis assinaturas e segue dialogando com outros vereadores da Casa na busca do apoio necessário para garantir a abertura da comissão e o início das investigações.
A iniciativa da CEI tem como objetivo assegurar que os fatos sejam averiguados, que eventuais irregularidades sejam investigadas e que os responsáveis sejam responsabilizados, caso sejam confirmadas práticas ilegais no uso dos recursos públicos da saúde.
A vereadora Plúvia Oliveira (PT) reforçou que a instalação da comissão é uma resposta à população que sofre diariamente com os problemas no sistema de saúde municipal.
“Mossoró não pode fechar os olhos para o que está acontecendo na saúde. Estamos falando de denúncias graves, de possíveis esquemas de corrupção e de um serviço que deveria cuidar da vida das pessoas, mas que hoje gera insegurança e indignação. A CEI é um instrumento legítimo da Câmara para investigar, dar transparência e proteger o dinheiro público. Nosso compromisso é com o povo de Mossoró, não com interesses políticos ou de governo.”, afirmou Plúvia Oliveira.