Em 2025, o atual prefeito de Natal, Paulinho Freire, teve acesso a R$ 18,6 milhões em emendas parlamentares da Saúde — recursos federais que ele destinou ainda como deputado federal.
O que se esperava era simples: que, como prefeito, ele priorizasse a cidade que governa e que enfrenta graves problemas na rede pública de saúde. Falta de médicos, postos com estrutura precária, demora em consultas e exames e carência de medicamentos são parte da realidade diária da população natalense.
Mas os números mostram outra escolha. Apenas R$ 3,69 milhões (20% do total) foram destinados a Natal. Mais de R$ 14,6 milhões, o equivalente a 80% das emendas, foram enviados para municípios do interior do Rio Grande do Norte, como Jucurutu, Jacanã, São Paulo do Potengi, Ielmo Marinho, Paraú, entre outros.
Não se trata de questionar a importância de apoiar outras cidades, mas sim de apontar o fato óbvio: Natal é a cidade que Paulinho Freire administra e deveria ser a sua prioridade. Ao direcionar a maior parte dos recursos para fora, ele deixa claro que, na prática, a capital não está no topo da sua lista.
O resultado é que os natalenses continuam enfrentando filas, espera e abandono na saúde pública, enquanto milhões que poderiam amenizar essa situação foram investidos em outras localidades.

