Pesquisa Certus afasta cenário apocalíptico para Silveira apontado pela CIESP

Um prefeito mal avaliado com apenas 2,9% de intenção de votos há sete meses das eleições é para fechar o caixão e pensar em apoiar alguém por debaixo dos panos. Foi esse cenário que apontou o Centro de Estudos e Pesquisa Social e Política (CIESP).

Em outra frente, o Instituto Certus que trouxe números mais realistas com relação ao cenário eleitoral de 2016 colocou o prefeito de Mossoró com 10,50% das intenções de voto.

As duas pesquisas foram feitas em épocas parecidas, mas mostram números diferentes.

Com os números da Certus há uma desaprovação de Silveira é 73,50%, menor que do Instituto Consult (77%) e CIESP (86%).

A aprovação do prefeito é de 21,50%. O que isso significa? Metade dos eleitores que aprovam a gestão votariam em Francisco José Junior.

Os especialistas explicam que um candidato a reeleição precisa iniciar a campanha com no mínimo 25% das intenções de voto para ter condições de disputar a reeleição num patamar de competitividade.

Pelo instituto Certus, o prefeito precisa recuperar a confiança de 15% dos eleitores mossoroenses até julho. Não é uma tarefa impossível. A situação dele pode piorar ou melhorar. Depende do que ele fará com os recursos dos royalties e de como ele vai atuar nos próximos meses.

Nas entrevistas o prefeito tem dito que está motivado. Isso indica que nem de longe ele pensa em entregar os pontos.

No Rio Grande do Norte temos o histórico de gestores mal avaliados que chegaram as convenções inviabilizados como Micarla de Sousa e Rosalba Ciarlini.

Mas no Brasil há casos de gestores com avaliação negativa que viraram o jogo e foram reeleitos como Teotônio Vilela Filho (PSDB) que em 2010 iniciou o ano como carta fora do baralho para o Governo de Alagoas e terminou reeleito derrotando Fernando Collor (PTB) e Ronaldo Lessa (PDT) nomes que estavam polarizando a disputa.

Em 2008, Luizine Lins (PT) era considerada a pior prefeita da história de Fortaleza e terminou reeleita.

Os dois casos não são regras, mas exceções que souberam atuar com eficiência no processo eleitoral.

Ainda é cedo para colocar Francisco José Junior definitivamente como carta fora do baralho.

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