Popularidade de Fátima melhora, mas não no ritmo que ela precisa

Foto: Assecom/RN

A popularidade da governadora Fátima Bezerra (PT) está melhorando lentamente, mas ainda segue distante de uma realidade que inspire tranquilidade eleitoral para a petista.

A corrosão da imagem da gestão de Fátima começou desde que o Rio Grande do Norte foi alvo de uma série de atentados de facções criminosas. Depois dos eventos, a desaprovação disparou e manteve-se estável no patamar dos 70% na maioria dos institutos durante os últimos três anos.

Agora, o Instituto Paraná Pesquisas mostrou que entre fevereiro e setembro a aprovação melhorou cinco pontos percentuais e a desaprovação recuou também cinco pontos percentuais.

É pouco para quem é a governadora que reduz mês a mês os índices de violência. É pouco para a governadora que implantou uma barreira ortopédica na Grande Natal, desafogando o Walfredo Gurgel.

É nada para a governadora que implantou o maior programa de recuperação de estradas deste século no Rio Grande do Norte. É pouco para a governadora responsável pelo estímulo que fez renascer a indústria potiguar.

Se seguir neste patamar, em abril quando deixa o governo, Fátima ainda terá uma avaliação negativa maior que a positiva.

Hoje os sinais são de mudança com a volta da direita ao poder no Rio Grande do Norte. Na disputa pelo Senado, há fortes indícios de que Fátima vai disputar voto a voto a segunda vaga com a senadora Zenaide Maia (PSD).

Há o risco de a Fátima Bezerra de 2026 ser a Wilma de Faria de 2010, quando após ser reeleita governadora, não conseguiu fazer o sucessor nem chegar ao Senado.

Fátima terá que correr contra o tempo diante de um eleitor que não assimila os resultados do seu governo em tom de aprovação.

No cenário que se desenha ela corre o risco de chegar as eleições totalmente dependente do presidente Lula da Silva (PT).