Prefeito anuncia que vai cortar R$ 4,5 milhões por mês

Economizar R$ 4,5 milhões/mês de despesas, entre custeio e pessoal, garantir o pagamento do funcionalismo e o pleno funcionamento dos serviços básicos essenciais à população. Essas são as principais metas do Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica, apresentado pelo prefeito Francisco José Júnior na tarde desta terça-feira, 13, no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência.

Para que as metas sejam alcançadas, uma série de medidas será adotada de imediato pelo Poder Executivo local, entre elas destacam-se a redução de 10% do subsídio do prefeito e autorização para que o vice-prefeito e secretários municipais procedam do mesmo modo; redução de 50% de gastos com plantões e aulas excedentes e 10% dos cargos comissionados. O decreto oficializando as medidas será publicado ainda nesta terça, em edição extraordinária do Jornal Oficial de Mossoró (JOM).

O Município também reduzirá 20% dos contratos com as empresas terceirizadas; revisará todos os contratos com Particulares; criará uma Central de Controle Veicular para regulação unificada dos veículos institucionais; implantará um Almoxarifado Central e revisará imediatamente todas as cessões de servidores públicos.

“O Brasil vive a pior crise das últimas décadas, crise essa que tem provocado uma série de dificuldades aos municípios, que mês a mês enfrentam frustrações de receitas nunca antes vistas. O momento é delicado, por isso apresentamos nesta terça, 13, medidas ainda austeras do que as que tínhamos anunciado em março deste ano. Esse novo pacote permitirá que os investimentos em áreas prioritárias como saúde, segurança e educação sejam mantidos, e serviços essenciais não sejam prejudicados”, explicou o prefeito Francisco José Júnior.

O Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica estabelece ainda que ficam proibidas as concessões de diárias, licenças, cessão de servidores, contratos provisórios e gastos com passagens aéreas. A Prefeitura também reduzirá em 20% o custeio das secretarias (energia, telefone, combustível, material de expediente etc.) e adotará o expediente contínuo de 7h às 13h.

Ficam mantidas as suspensões previstas no decreto anterior (apoio a eventos de particulares ou de pessoa jurídica; revisão dos Planos de Cargos e Salários e novos concursos públicos; todas as licitações para contratação de obras de engenharia e a participação de servidores em cursos, seminários, congressos etc.). O Comitê de Controle de Redução dos Gastos Públicos também fica mantido.

Cenário Atual

Antes de detalhar o Plano de Enfrentamento à Crise Econômica, o prefeito Francisco José Júnior apresentou o atual cenário orçamentário do Município. A previsão de arrecadação no âmbito do Poder Executivo era de R$ 450.566.754,00 até o mês de setembro, no entanto, em decorrência das constantes quedas de receitas, a Prefeitura arrecadou nesse período R$ 373.673.210,46, uma queda de R$ 76.893.543,54, o que corresponde a um déficit mensal de R$ 8.543.727,06.

Veja o detalhamento dos cortes aqui

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2 opiniões sobre “Prefeito anuncia que vai cortar R$ 4,5 milhões por mês

  • 13 de outubro de 2015 em 21:53
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    Boa noite amigos. Voces viram, e ouviram as explicaçoes do Prefeito com relaçao ao pacote de contençao de gastos, e as medidas anunciadas que passam longe do que se precisa fazer para conter despesas, se é que estamos vivendo uma crise financeira no município de Mossoró, na atual gestao. As medidas anunciadas segundo o Prefeito vao resultar numa economia de 4,5 milhoes de reais més. Nao detectamos nenhuma medida de impacto dentre as medidas anunciadas.
    Dizer que vai reduzir seu salário em 10%, quando o prefeito ganha 22.000,00 reais é piada, pra nao dizer que é uma ofensa aos servidores que estao há 10 meses sem aumento salarial. O Prefeito continuará recebendo 19,800, reais, isto no papel. Anunciou também que a reduçao se estende ao vice Prefeito, e secretários do primeiro escalao. um secretário que ganha 11,775,00 reais com a reduçao de 10% passa a ganhar 10.597,50. Nós já vimos que alguns auxiliares do Prefeito recebem diárias que somam valores consideráveis, muitos acima do salário básico. Anunciou também a reduçao de 10% dos secretários adjuntos. Se temos 10 secretários adjuntos e cortamos um, nao significa nada. Quem apostou que o prefeito ia exonerar todos os secretários adjuntos, errou feio. Anunciou também 10% de cortes dos Cargos Comissionados. Ai o Procurador Geral do Município na entrevista ao givanildo Silva desconversou dizendo que nao sao 10% dos Cargos Comissionados, e sim 10% da folha de pagamento dos Cargos Comissionados.. Em outras palavras nao vai haver demissoes, mais sim reduçao salarial. E segue terceirizados, reduçao de expedientes para diminuir gastos com água, luz, telefone, combustível etc e tal.
    Se com estas medidas é possível se reduzir 4,5 milhoes de reais por més, imagine se o prefeito tivesse coragem de mexer pra valer. A mamata dos vereadores que é indicar cargos comissionados continua. Ninguém será afetado politicamente, e a politicagem no Palácio da Resistencia agradece.
    Só falta agora esperar a chegada dos novos companheiros comunistas. Vem que tem!
    Porque o prefeito nao falou que cessou o pagamento de secretários que recebiam indevidamente, por serem funcionários públicos que a lei nao permite que recebam duplo salário. A impressao que fica é que esses secretários continuam recebendo indevidamente.
    Se este pacote de compressas mornas resolver a febre financeira da Prefeitura, é porque nunca houve crise.
    Vejam que o prefeito em nenhum momento falou sobre a CMM. Se Mossoró está vivendo uma crise financeira, como explicar um duodécimo tao vultoso que a prefeitura repassa, e nao se sugere em momento algum que a casa do povo também compartilhe com este momento difícil por que passa a atual gestao. Nao seria o momento também de se cortar algumas mordomias na CMM. Reduzir o duodécimo, e o salário dos vereadores. Nao: Porque se tem uma crise quem tem que pagar é o povo.
    Os nobres vereadores da situaçao do governo Silveira Jr. sao intocáveis.
    Nunca acreditei em anuncios de medidas de conteçao deste governo, que nao aconteceu no momento certo, muito menos fora de época. Acredito que o prefeito continua blefando, e a cada dia empurra os problemas com a barriga.
    As medidas serao tomadas até dezembro falou o prefeito, e quem pode acreditar no que ele diz.
    Nem sempre o que se faz no palco, é o que se planeja atrás da cortina.
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    Ivania Silva e José Fonseca N. Júnior curtiram isso.
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    Raimundo Nonato

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  • 13 de outubro de 2015 em 22:29
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    Cortes nao ferem nem a oposiçao. Nao passa de um blefe. 10% de reduçao no salário do primeiro escalao. Rapaziada vai passar fome.KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

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