Presidente do PSL acusa antecessor de cobrar R$ 300 mil por apoio político

O presidente do PSL Ivar Schmidt está acusando o antigo dirigente do partido, Edson Lobão, de cobrar propina para fechar apoios.

Em depoimento com exclusividade ao Blog do Barreto, Ivar afirma que Lobão teria cobrado R$ 300 para fechar aliança com o candidato Tião Couto (PSDB). Foi esse fator que influenciou para que ele perdesse o comando do partido. “Quando Lobão ainda era presidente do PSL tentou vender o apoio do partido à Tião por 300 mil. Uma pessoa do grupo denunciou ao comando estadual. Karol Diniz, o presidente estadual, passou a vassoura na direção. Lobão correu para fazer um diretório, mas não deu tempo. No dia 1º de abril fizeram contato comigo para eu assumir o comando do PSL. Eu nem era filiado. Eu me filiei no último dia. Lobão tentou com a documentação dar entrada. Apelou ao Ministério Público, Justiça e diretório nacional. Mas já era tarde”, frisou.

Segundo Ivar, Lobão escondia os pré-candidatos da nova direção do partido e fez ameaças junto com o advogado Eduardo Souza. “Como eu não era daqui não sabia quem era. No escritório do advogado Eduardo Souza eles me ameaçaram. Na época em que Genivan Vale estava pré-candidato a vereador Lobão oferecia o apoio do PSL por ‘qualquer 300 contos’. Ele chegou a propor 100 mil para ele, 100 pra mim e 100 para os pré-candidatos. Não aceitei. Quando ele anunciou o fechamento da aliança com o prefeito fiz um boletim de ocorrência de falsidade ideológica”, explicou.

Segundo Ivar, há um mês e meio Lobão se reuniu com ele, Phabiano Santos e Tassyo Mardonny. Na ocasião, o então dirigente partidário teria baixado a oferta pelo apoio do partido. “Lobão pediu 100 mil para ele, 40 mil para a campanha da esposa dele, Irmã Ceição”, relatou.

Sem obter sucesso na empreitada, segundo Ivar Schmidt, restou ao ex-presidente boicotar a aliança formada entre PSL, PR e DEM na proporcional. “Lobão pegou procuração de todos os pré-candidatos do PSL. Quando fechamos a coligação eles tentaram boicotar para ganhar dinheiro”, acrescentou.

Quem também teria sido alvo das investidas de Lobão foi o vereador Genivan Vale (PDT) que no final do primeiro semestre chegou a se colocar como candidato a prefeito de Mossoró. Ivar relata como foi a conversa: “Era uma quarta-feira a noite e eu estava fazendo compras em um supermercado e toca o telefone e do outro lado Lobão cogita uma aliança com PDT e DEM para lançar uma candidatura majoritária com Irmã Ceição. Nos reunimos com Genivan e nessa conversa esse assunto nem foi tocado. Ao final da conversa fica só eu e ele. Ele pede para desligar os celulares e propôs 150 mil pra mim, cinco mil para cada pré-candidato e emprego para cada um na Prefeitura. Não posso dizer que tinha dedo do prefeito nessa história. Eu disse a ele que botasse um caminhão de concreto nessa história”.

Ivar ainda relata que Lobão tentou falsificar a ata da convenção do PSL. “Ele tentou falsificar uma ata com ele sendo candidato a prefeito. Deduzo que no dia 16 agosto ele iria renunciar para apoiar Silveira”, disparou.

O presidente estadual do PSL Karol Diniz explica que Edson Lobão saiu do comando do partido por não se encaixar nos princípios do novo momento que o partido vive, mas também pelos relatos de comportamento não-republicanos feitos a respeito do ex-dirigente. “Num primeiro momento não. Mas pela insistência dele em ser presidente e o que ouvimos sobre o histórico dele, percebemos que não poderíamos ter tomado uma decisão melhor que ficar bem longe dele e de qualquer pessoa desse tipo. Somos idealistas. Temos princípios éticos e morais. Não aceitaremos ser companheiros de viciados em chantagens e tráfico de influência”, disparou.

Lobão

Procurado pelo Blog do Barreto, Edson Lobão, se defendeu acusando Ivar Schmidt de ter vendido o partido sem apresentar um relato específico que indique esse comportamento. Segundo Lobão, a atitude de Ivar se justifica pelo fato dele ter retirado as mulheres do PSL da coligação formada com PR e DEM. “Isso aí não existe. Esse é um bandido que caiu de paraquedas aqui. Ele quem vendeu o partido a Tião. Ele está desesperado porque todas as mulheres do PSL desistiram porque ele vendeu o partido Cláudia e o PR”, acusou.

Lobão ainda disse que o atual presidente do PSL fraudou documentos ao requerer registro de candidatura a vereador. “Ele sim praticou falsidade ideológica ao declarar que só possuía do 12% de bens”, rebateu.

Sobre a parceria com o prefeito, Lobão disse que ainda exercia a presidência do PSL (nota do Blog do Barreto: a informação que não procede. No dia 14 julho quando o anuncio foi feito Ivar Schmidt já constava no sistema como presidente do PSL local como você pode conferir em texto publicado no dia 16/07 AQUI). “Quando fechei o apoio ao prefeito o partido ainda estava sob minha presidência. Ele sim cometeu um crime. Ele quer fazer uma jogada para me prejudicar e prejudicar o prefeito”, argumentou.

PSL

Ele disse que está com Francisco José Junior por acreditar na gestão do chefe do executivo municipal que tenta a reeleição. “Eu apoio o prefeito porque reconheço as ações do governo melhorou as condições do Vingt. Ele tem muito mais a oferecer a Mossoró”, frisou.

O ex-presidente do PSL explica que o apoio ao candidato a vereador João Gentil (PV) se deu por afinidade. “O apoio a João Gentil foi incondicional sem envolver dinheiro. Ele é meu conterrâneo de Patu e um amigo de longas datas. Não teve nada envolvendo condições financeiras. Eu e irmã Ceição temos uma boa condição financeira com patrimônio de cerca de um milhão de reais”, explicou.

Prefeito

Por meio de nota, o prefeito Francisco José Junior classificou a denúncia de Ivar Schmidt como fruto de uma ação de adversários:

“Infelizmente um processo eleitoral, que deveria ser uma oportunidade de discutir propostas e o futuro que queremos para nossa cidade, se transforma também num terreno fértil para boatos, mentiras e maledicências.  O candidato Francisco repudia qualquer tentativa que esteja sendo feita de envolver seu nome neste tipo de jogo sujo, por parte dos que querem tirar algum tipo de vantagem com isso.

Essa não será a primeira, nem será a última tentativa que seus adversários fazem de atingi-lo com denúncias que não se sustentam 24 horas na mídia, tempo suficiente apenas para gerar uma manchete e uma onda de boatos.

Nunca antes na história política de Mossoró se assistiu um ataque tão intenso e tão inconsistente contra um candidato a prefeito, a ponto de não ter um dia sequer sem uma manchete caluniosa e completamente desprovida de fundamentos e provas.

O candidato está tranquilo quanto a quaisquer acusações que surja, porque sabe que tem pautado sua campanha pela ética e pelo respeito à legislação. E acredita que as farsas montadas têm pernas curtas e a verdade sempre prevalecerá”.

João Gentil

O candidato a vereador João Gentil foi objetivo na resposta sobre o assunto. Disse que não é mais sceretário e que não tem poder para fazer nomeações nem dispõe de meios para atrair apoios por meio de dinheiro. “Eu não tenho poder para isso. Nem recursos. Não sou mais secretário. Minha campanha é de propostas e o meu compromisso com Lobão e os amigos do PSL é de gratidão”, declarou.

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