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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (2), o ex-assessor presidencial Filipe Martins em sua residência, em Ponta Grossa (PR), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a detenção, ele foi encaminhado a um presídio da cidade.
De acordo com o despacho do ministro, a prisão preventiva foi determinada após Martins supostamente descumprir uma das medidas cautelares impostas, que proíbe o uso de redes sociais. Segundo Moraes, o ex-assessor teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn.
O mandado foi cumprido por três agentes da Polícia Federal. No momento da prisão, os policiais não teriam apresentado explicações nem a Martins nem a seus advogados.
Martins estava em prisão domiciliar desde o último sábado (27).
Ele foi condenado por participação na trama golpista, acusado de colaborar com a chamada “minuta do golpe”, acusação que nega. A execução da pena ainda não foi iniciada, uma vez que os recursos contra a sentença não foram totalmente julgados.
Ex-integrante do governo do então presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins ganhou notoriedade após um episódio em que fez um gesto associado ao neonazismo, ao formar com a mão as letras W e P, sigla para “white power” (poder branco).