O nome da engenheira e servidora pública municipal Clívia Corina Lima Lôbo Maia apareceu no relatório da Polícia Federal como uma das pessoas que recebeu pagamentos da Dismed por meio da conta usada para guardar dinheiro considerado suspeito.
Mas a engenheira reuniu os documentos que comprovam que tudo não passa de uma incrível coincidência que ligou ela ao escândalo.
No relatório da PF, só está comprovado o pagamento de R$ 100 mil de um terreno localizado no Ninho Residencial, mas na verdade há o pagamento total da compra da casa.
O próprio contrato de compra e venda registrado em 14 de março de 2022 no cartório (2º Ofício de Notas) deixa claro trata-se de uma casa e não de um terreno.


É que no contrato de compra e venda ficou a cargo de Roberta Ferreira Praxedes Costa, esposa de Oseas Monthalgann, cuidar da documentação para a sequência do registro do imóvel após a conclusão da transação.
Como as alterações burocráticas não foram feitas pelo casal, no cartório (1º Ofício de Notas) consta apenas a transação de terreno. O imóvel neste momento está bloqueado pela justiça tendo em vista que Roberta também é sócia da Dismed e é um dos alvos da Operação Mederi realizada no dia 27 de janeiro.

No contrato ficou acertado que caberia aos compradores concluírem a regularização da casa assumindo os pagamentos de taxas e impostos.

O Blog do Barreto foi informado pela defesa de Clívia de que toda essa documentação será entregue a Polícia Federal com a finalidade de esclarecer a situação e descartar o envolvimento dela com o caso.
O imóvel é onde Roberta e Monthalgann moram e onde eles receberam a Polícia Federal para realização de busca e apreensão no dia 27 de janeiro.
Ela também apresentou uma certidão de nada consta na Receita Federal.
