RN chega a 1.739 casos de Covid-19 e tem 76 mortes pela doença

Gráfico mostra crescimento dos casos confirmados de Covid-19 no RN (Imagem: Reprodução)

1.739 casos confirmados do novo coronavírus estão confirmados no Rio Grande do Norte, segundo dados da Secretaria da Saúde Pública do Estado (SESAP RN), divulgados nesta quinta-feira, 7. São 95 novos casos, 5,8% a mais do que os divulgados ontem, como informou o secretário de Saúde, Cipriano Maia.

O número de óbitos no Estado chegou a 76. As mortes que constam no boletim epidemiológico divulgado hoje se referem a um paciente psiquiátrico de 64 anos, com doença renal crônica, residente em São Tomé, que foi a óbito no dia 1º de maio; um paciente de 89 anos de Mossoró, sem comorbidades, que foi a óbito no dia 1; uma paciente de 58 anos com comorbidades, residente em São Gonçalo do Amarante, que faleceu no dia 5 de maio e uma paciente de 80 anos, com comorbidades, residente em Macaíba, que também faleceu no dia 5, segundo informou a assessoria de comunicação da Sesap.

De acordo com o boletim epidemiológico da Sesap, são 5.704 casos suspeitos do novo coronavírus, 5.125 casos descartados e 662 pessoas recuperadas.

O número de internações apresentou crescimento. São 246 pacientes internados com sintomas do Covid-19, sendo 137 em leitos críticos e 109 em leitos clínicos, conforme o boletim epidemiológico.

De acordo com o secretário de Saúde, o total de pessoas internadas corresponde a uma taxa de 42% de ocupação dos leitos do SUS. Ele lembrou que a situação do Estado não é confortável, pois a ocupação dos leitos varia de uma região para outra e há também a divisão por especialidades, com leitos destinados a gestantes, crianças e adultos.

Mais uma vez, o secretário falou sobre a necessidade de colaboração por parte da população para conter a pandemia.  “Até agora nós temos destacado aqui a importância da colaboração das pessoas da atitude de autoproteção e de proteção dos outros com quem essas pessoas convivem, de respeito ao outro ao próximo e, portanto, respeito ao bem comum, ao coletivo, para que tenhamos essa epidemia sob controle, sem haver sobrecarga do serviço”, comentou Cipriano Maia.

“Estamos implantando progressivamente os leitos, mas todos sabem temos restrições de toda ordem, seja serviço público federal, seja estadual, seja municipal, de adquirir respiradores ou ventiladores, que não temos no mercado, de adquirir equipamentos de proteção individual, de adquirir, muitas vezes, insumos, além da disponibilidade de pessoal. Isso é que faz com que todos nós tenhamos que exigir das pessoas essa atitude de respeito ao isolamento, de cumprimento das regras do decreto, de higiene individual e de proteção, através do uso massivo de máscaras”, disse, acrescentando que hoje o uso das máscaras começa a ser facilitado já que o Estado inicia a entrega das máscaras aos municípios.

“Tem havido, e isso é preocupante, um relaxamento do isolamento social. Os números de controle das operadoras de telefonia mostram isso. Nós temos uma queda nesse índice de isolamento, um aumento no movimento”, reforçou Cipriano.

O secretário mencionou as iniciativas de municípios, órgãos de proteção, Estado e da própria Caixa para melhorar o atendimento às pessoas que estão em busca do auxílio emergencial, mas lembrou que a movimentação massiva provoca sérios prejuízos. “A movimentação generalizada, ela traz um aumento do risco de aceleração de contágios e é tudo que a gente não precisa nesse momento”, acrescentou.

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