RN está vivendo a eleição para o Governo mais disputada em 20 anos

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Independentemente da pesquisa, seja local ou estadual; seja com o candidato da direita ou da esquerda na frente; seja derrubada ou não pela Justiça Eleitoral, todas apontam na mesma direção: empate técnico.

O segundo turno entre Allyson Bezerra (UB) e Cadu de Lula (PT) segue na mesma pegada do resultado das urnas no primeiro: disputa empatada. A diferença, por ora, é que as pesquisas do primeiro turno não conseguiram demonstrar o acirramento.

A disputa pelo Governo do RN entre os dois jovens candidatos (Cadu tem 48 anos e Allyson, 34) é a mais acirrada em 20 anos, quando dois pesos-pesados da política potiguar se reencontraram nas urnas 21 anos depois de disputarem a Prefeitura de Natal: Garibaldi Alves Filho (PMDB) e Wilma de Faria (PSB).

Se em 1985, na primeira eleição na capital do Estado após a ditadura (durante o arbítrio dos fardados, os prefeitos de Natal eram nomeados pelos governadores, caso de José Agripino Maia, aliado do regime e atual mentor político de Allyson), Garibaldi levou a melhor, em 2006, Wilma ganhou por 15.013 votos no primeiro turno e por 74.929 votos no segundo.

Allyson ficou, no primeiro turno, à frente de Cadu por uma margem um pouquinho maior: 15.509 votos, a segunda menor da história.

A diferença é que, em 2006, Wilma começou atrás e virou o jogo na reta final do primeiro turno. Agora, Allyson iniciou a eleição liderando com folga e viu Cadu encostar. Como há 20 anos, a eleição se nacionalizou, com Wilma colando em Lula e Garibaldi dando apoio tímido a Geraldo Alckmin (PSDB).

Agora, Cadu é o candidato de Lula, e Allyson se esquiva para não ser associado a Flávio Bolsonaro, mesmo estando abraçado com os bolsonaristas do Rio Grande do Norte.