Com 110 internamentos hospitalares decorrentes da confirmação ou suspeita do COVID-19, a situação do Rio Grande do Norte é preocupante. A preocupação foi exposta pelo Secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia, durante entrevista coletiva realizada no Centro Administrativo de Natal, na manhã desta segunda-feira, 13.
“Em termos da situação de internação, ela continua preocupante. Nós temos 110 pessoas internadas, entre confirmados e suspeitos, com predomínio das internações em hospitais públicos, com 62 em hospitais públicos e 48 em hospitais privados, informou Cipriano.
A maior parte das internações está concentrada nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva ou de Cuidados Semi-Intensivos. “Desse total de 110, 61 estão internados em leitos de UTI ou cuidados semi-intensivos e os demais em leitos clínicos, sendo que desses de UTI 34 estão em hospitais públicos e 27 em hospitais privados”, acrescentou o secretário.
Segundo o Boletim Epidemiológico da SESAP, 24 pessoas internadas já receberam confirmação da doença, os outros 86 casos de internação ainda são considerados suspeitos.
O secretário destacou a necessidade da população manter as recomendações sobre o isolamento social e, para as pessoas que prestam serviços essenciais, as medidas de proteção indicadas pelas autoridades sanitárias. “Depende de nós evitar que esses cenários piores ocorram”, disse Cipriano, pedindo que a população fique em casa, respeitando todas as orientações para que as piores projeções não se concretizem.
Testes rápidos
Durante a coletiva de imprensa o Secretário de Saúde do RN informou que os testes rápidos serão enviados pelo Estado aos municípios esta semana. “Em relação aos testes rápidos, o Ministério definiu a orientação, será utilizado para profissionais de Saúde e profissionais da Segurança, que atendam os critérios de tempo de manifestação dos sintomas. Eles vão estar sendo distribuídos esta semana e começa a testagem ainda esta semana, realizada pelos municípios na parceria e com o apoio do Estado”, afirmou Cipriano Maia.
Segundo ele, em função da parceria entre LACEN e Instituto de Medicina Tropical, a testagem por meio de PCR deve ser mantida com certa segurança de que não haverá falta de testes dentro dos critérios atuais. No entanto, o secretário afirmou que há problemas com escassez de material para coleta do swab. “Isso é um problema nacional, que estamos vendo alternativas de como superar”, disse.

