Rosalba prova do próprio veneno

O ano é 1997. Com votação consagradora Rosalba Ciarlini retorna a Prefeitura de Mossoró com a promessa de “reconstruir a cidade”. Ela satanizou com maestria os 70 dias de governo de Sandra Rosado que assumiu a missão de encerrar o mandato de Dix-huit Rosado, falecido em 22 de outubro de 1996.

Rosalba acusou a antecessora de atrasar seis meses de salários. Um desafio à matemática que por incrível que pareça ficou no imaginário de muitos mossoroenses e ajudou a impregnar na adversária a imagem de incompetência administrativa.

Quatorze anos depois Rosalba estava assumindo um novo desafio: governar o Rio Grande do Norte. Ela chegou tocando terror no discurso da terra arrasada. Em Natal o melodrama administrativo não colou. Eram outros tempos, uma máquina bem mais pesada, imprensa mais atenta e uma oposição mais organizada.

Rosalba deixou o cargo quatro anos depois como a pior governadora da história potiguar. Digamos que de tanto usar ela acabou se intoxicou com o veneno outrora bem sucedido em Mossoró.

Mas a capital do Oeste sempre foi generosa com a “Rosa” e o desastre administrativo de Francisco José Junior foi um cabo eleitoral e tanto para ela voltar ao Palácio da Resistência com o surrado discurso de “reconstruir Mossoró”.

Por um momento colou, mas ela exagerou na dose do veneno numa sociedade que lhe deu um voto de confiança, mas estava devidamente vacinada contra falácias.

Rosalba deixou o cargo pela porta dos fundos.

Agora o prefeito Allyson Bezerra (SD) faz com Rosalba o que ela fez em três oportunidades. A “Rosa” prova do próprio veneno.

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Uma opinião sobre “Rosalba prova do próprio veneno

  • 5 de janeiro de 2021 em 20:44
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    Espero que essa saída seje para sempre, Mossoró ou melhor o RN não merece mais políticos dessa qualidade, espero que ela desapareça do mapa, ou seria melhor do planeta Terra.

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