
O favoritismo da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) tem provocado um fenômeno curioso. Nunca uma candidatura tão pouco se empenhou para ter um palanque forte. Até duas ex-prefeitas (Fafá e Sandra Rosado) lutam de forma intensa para saber quem indicará o vice.
Ambas são praticamente ignoradas por Carlos Augusto Rosado, líder do rosalbismo. Até mesmo os senadores do naipe de José Agripino, presidente nacional do DEM, e Garibaldi Filho, ex-presidente do Senado e ex-ministro são desdenhados. Henrique Alves, presidente estadual do PMDB, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro também é ingnorado.
Não é pouca coisa não. Claro que as mágoas do passado colaboram para esse tratamento. Mas o principal fator é o de que o rosalbismo considera esses possíveis aliados dispensáveis.
O senador Garibaldi Filho já entendeu o que está acontecendo e por ele o PMDB está livre para ir para onde quiser.
Até mesmo a formação da proporcional é colocada em segundo plano. É mais fácil deixar cada um por si e formar maioria na Câmara Municipal com quem for eleito.
A demora para do rosalbismo para se definir enfraquece duplamente esses personagens da política mossoroense. Além de mantê-los num quadro de expectativa, dificulta que unidos formem uma chapa competitiva. Carlos mata essa turma por inanição.
O xadrez está sendo jogado por um jogador frio que aguarda para ver o outro lado enfraquecido para ser aliado ou oponente na partida principal.
