Se fosse adversário de si, Rogério Marinho pediria para Rogério Marinho deixar a CPMI do INSS

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Em 25 de Fevereiro de 2019, o deputado federal Fabio Schiochet bolsonarista (PSL-SC) comunicou ao então ministro da economia Paulo Guedes que estava acontecendo descontos irregulares nos contracheques dos aposentados do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), conforme revelado pelo Blog O Potiguar.

O caso foi encaminhado ao então secretário nacional de previdência Rogério Marinho que respondeu ao então ministro em 22 de abril de 2019 que estava ciente e de acordo.

O então presidente do INSS Renato Vieira é acionando e determina inspeção aos subordinados que negam a existência de irregularidades, que seguiram acontecendo durante todo governo de Jair Bolsonaro até serem descobertas e investigadas na gestão do presidente Lula da Silva (PT).

No início da semana o Metrópolis já tinha revelado que o advogado Nelson Williams, acusado de envolvimento no esquema de descontos indevidos, doou R$ 10 mil para a campanha de reeleição a deputado federal de Marinho em 2018.

O deputado Paulo Pimenta (PT/RS) já teve um pedido negado para que Rogério deixasse a CPMI do INSS por ser um possível alvo de investigação.

Rogério sempre questionou o trabalho do ministro do STF Alexandre de Moraes no julgamento do golpe de estado liderado por Bolsonaro por ser uma possível vítima da trama.

Rogério pediria para Rogério deixar a CPMI do INSS, se fosse adversário de si com o agravante de poder alegar que como possível investigado teria acesso a informações privilegiadas.