Participaram representações dos professores de Extremoz, que estão ocupando a Prefeitura da cidade, de um grande grupo de estudantes secundaristas de Ceará-Mirim, além de bancários e militantes das centrais CSP-Conlutas, Intersindical e CUT, MST, Movimento Mulheres em Luta e o Quilombo Raça e Classe e dos partidos PSTU, PSOL e POR.
Os servidores da saúde, que têm uma greve marcada para o dia 22 de junho, participaram com muita força, com muita adesão nos hospitais e com grandes delegações do interior, como a da região de Mossoró. As falas dos sindicatos criticaram ainda a reforma da Previdência, o PL 257 e a tentativa de retirada de direitos pelo governo Temer. O Sindsaúde defendeu e distribui uma nota pelo Fora Temer, Eleições Gerais e por uma greve geral contra os ataques e o ajuste fiscal.
Esporte olímpico, viver sem salário
A passeata foi aberta pela “Tocha do Servidor”, uma réplica bem-humorada da tocha olímpica, que chega a Natal neste sábado, dia 04. A réplica apresentou a modalidade mais comum nas Olímpiadas dos Servidores: “Correndo dos credores”, ao lado do símbolo de empresas e cartões de crédito, que estamos sempre devendo, após o atraso no dia do pagamento.
Josimar Henrique, diretor do Sindsaúde e servidor do Lacen, carregou a tocha durante mais de quatro quilômetros, sem cansar, mostrando para a população que os servidores merecem medalhas por sobreviver sem saber quando irá receber. Neste mês, a saúde estadual irá receber apenas no dia 07.
Além da tocha olímpica, o ato contou ainda com a Árvore do Desabastecimento, feita por servidores do Walfredo Gurgel com caixas vazias de medicamentos que estão em falta no hospital e em outras unidades de saúde.
Ao chegar na Governadoria, os servidores ainda fizeram uma última volta, passando em frente à todas as secretarias. Gautier Falconieri, vice-presidente da Aduern, saudou a unidade. “Estamos na rua unificados fortalecer a luta em defesa dos nossos direitos”. Renata Pimenta, diretora jurídica do Sinpol, denunciou os atrasos. “Não temos garantia de receber o salário em dia, pagamos juros todo mês. Não vamos permitir que os servidores paguem a conta da crise. Queremos que o governo nos receba e apresente soluções”. No final da tarde, uma audiência estava marcada com o governo estadual.


