Styvenson diz que é favorável ao fim da escala 6×1 mas advoga por sua continuidade: “No final das contas quem vai pagar por tudo somos nós aqui”

Styvenson em entrevista a 87 fm (frame: redes sociais)

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) confirmou que votará favoravelmente ao fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi dada em entrevista à rádio 87 FM, de Baía Formosa, e ocorre após uma série de polêmicas envolvendo o posicionamento do parlamentar sobre o tema.

Styvenson está entre os senadores que assinaram a chamada PEC 7×0, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que, segundo críticos, poderia extinguir o dia de folga de trabalhadores e trabalhadoras celetistas no Brasil. Questionado sobre a assinatura da proposta, Styvenson se esquivou e afirmou que apoiar a tramitação de um projeto não significa concordar com seu conteúdo.

“Existe um bom relacionamento dentro da política e, quando um colega apresenta um projeto de lei que nós assinamos, não quer dizer que a gente concorda. É apenas uma forma de dar tramitação e permitir que haja discussão. Isso não quer dizer que sou favorável”, declarou.

Apesar da declaração de apoio ao fim da escala 6×1, Styvenson aproveitou a entrevista para reafirmar uma série de argumentos contrários à extinção do atual regime de trabalho. Para ele, quem pagará a conta pela mudança serão os próprios trabalhadores e trabalhadoras.

“No final das contas, quem vai pagar por tudo somos nós. O empresário não vai suportar custo nenhum, ele vai repassar para o consumidor. Eu não sou contra o trabalhador e nem sou favorável só ao empresário, eu sou favorável a todos que produzem. Eu sei que o empresário não vai suportar conta de ninguém, ele vai passar para a gente. No final das contas, o supermercado vai repassar a conta de contratar mais trabalhadores, o dono da barraquinha na praia também vai repassar, e todo mundo vai pagar, até mesmo o trabalhador que está de folga”, afirmou o senador.

O fim da escala 6×1 foi aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados. A Proposta de Emenda à Constituição reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e agora tramita no Senado Federal.