Em um discurso marcado pela autocrítica e pelo tom de cobrança, o senador Styvenson Valentim (Podemos) enviou um recado direto e público ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos). Durante sua fala, o parlamentar condicionou seu apoio político ao cumprimento rigoroso de metas administrativas.
O ponto alto da declaração ocorreu quando Styvenson revelou detalhes de conversas reservadas sobre o futuro do Rio Grande do Norte. O senador foi enfático ao afirmar que não aceitará o descumprimento de acordos programáticos.
“Se não cumprir as regras, pronto: daqui a quatro anos eu sou candidato! Porque tem que ter alguém com cunhão para fazer”, disparou o senador.
Para Styvenson, o apoio ao grupo de Álvaro Dias não é um “cheque em branco”, mas sim um compromisso focado em resultados para retirar o estado da crise. Ele reforçou que “acabou a época de promessa e de enganar as pessoas”, ressaltando que ganhar uma eleição é a parte fácil, enquanto a gestão real é o verdadeiro desafio.
Evolução e Autocrítica
Além do aviso eleitoral, Styvenson surpreendeu ao admitir uma mudança de postura em sua trajetória política. Ele reconheceu que, no início do mandato, o isolamento e o que chamou de “egoísmo e vaidade” prejudicaram sua capacidade de entregar benefícios ao estado.
- Aprendizado: O senador citou que a convivência com figuras como os ex-prefeitos Paulinho Freire e Álvaro Dias o ensinou que a política exige flexibilidade e trabalho em equipe.
- Reconhecimento: “Nos dois, três primeiros anos do meu mandato, não consegui nada para o meu estado. Política não se faz só”, admitiu.
Cenário para 2030
A fala de Styvenson reorganiza o tabuleiro político potiguar. Ao se colocar como um “vigilante” das metas de Álvaro Dias, ele se posiciona como o sucessor natural da oposição caso o projeto atual não entregue os resultados esperados. O senador deixou claro que sua prioridade agora é observar o compromisso dos aliados, mas que não hesitará em assumir o protagonismo da chapa majoritária no próximo ciclo eleitoral se sentir que o estado continua “no buraco”.
