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Morre Rose Cantídio, figura histórica do MDB

TCM Notícia

Faleceu na manhã desta terça-feira (11), aos 83 anos, a mossoroense Rose Cantídio. Ela estava internada no Hospital Wilson Rosado.

Com várias décadas dedicadas à política local, Rose se notabilizou como uma das principais lideranças femininas do extinto Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no Rio Grande do Norte, atual Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Durante sua atuação política, ela integrou um movimento de mulheres, chamadas de “Senadoras”, que ajudou a impulsionar a campanha de Aluízio Alves na região Oeste, durante a eleição estadual de 1960.

Após o período do “Aluizismo”, Rose Cantídio concorreu às eleições municipais de 1988, em Mossoró, compondo a chapa ao lado do candidato à prefeito, Laíre Rosado.

Ela era tia do atual secretário municipal de Educação de Natal, Aldo Fernandes, e do atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró e ex-reitor da Uern, Pedro Fernandes.

“Nossa tia-mãe participou diretamente da nossa trajetória de vida. Legado de amor e determinação de vida”, postou Aldo.

O velório de Rose Cantídio será realizado a partir das 14h no ginásio do Carecão, no Colégio Diocesano Santa Luzia. Nesta quarta-feira (12), uma missa será realizada no local às 8h e, em seguida, às 10h, o cortejo fúnebre sairá até o Cemitério São Sebastião, no Centro da cidade.

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Ex-senador compara convenção do MDB a ato fúnebre

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As declarações da presidente Izabel Montenegro (MDB) – ver AQUI – ao Blog do Barreto sobre a decadência do MDB no Rio Grande do Norte não estão isoladas.

Aluizista histórico, o ex-senador e ex-governador Geraldo Melo (PSDB), disse nas redes sociais que a última convenção do MDB, que conduziu o deputado federal Walter Alves ao comando do partido no dia 22, foram “as exéquias* do partido do aluizismo”.

É preciso lembrar que embora tenha passado boa parte de sua vida pública no PSDB, Geraldo Melo é um aliado de longa data da família Alves. Com endosso de Aluízio foi vice-governador, governador e senador. Há uma relação histórica com o clã.

Confira o texto completo:

MDB SEM ALUIZISMO, SEM A COR VERDE E SEM OS BACURAUS

Semana passada, sob o comando do seu novo Presidente, deputado Walter Alves, o MDB do Rio Grande do Norte decidiu encerrar um capítulo da sua vida para iniciar um novo.

A discreta convenção, meio parecida com um ato público e meio parecida com uma convenção cartorial, foi o momento e a forma escolhidos para realizar as exéquias do partido do aluizismo, dos bacuraus, da cor verde. Tudo sepultado naquela manhã.

Esse momento estava sendo anunciado e preparado sem segredos, desde meses atrás, quando o Deputado Walter Alves tornou pública a sua decisão de deixar o partido se o seu primo Henrique Alves reassumisse a posição de comando que sempre teve no PMDB.

Henrique já não pertence ao diretório estadual do partido e muito menos à Comissão Executiva que efetivamente o dirige. É agora apenas um filiado, como qualquer outro.

De certo modo, o próprio Garibaldi está excluído.

Como pai do Presidente ele está incluído, claro. Solidário. Mas, como líder político, não está. Não pode estar sendo um dos comandantes de uma linha partidária que nunca foi a sua e que agora, na velhice, não pode ter passado a ser.

O MDB que nasceu é, portanto, um novo partido com o tamanho que lhe é dado pelo seu Presidente.

Tem um longo itinerário a percorrer, se quiser voltar a ter, no Estado, o tamanho e peso que um dia teve.

*Exéquias são cerimônias ou honras fúnebres.