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MPF vai apurar aplicação de emendas pix em duas cidades do RN

O Ministério Público Federal (MPF) vai apurar prestação de contas das prefeituras dos municípios de Macau e Serrinha dos pintos (RN), para verificar a correta prestação de contas dos valores gastos a partir de verbas das chamadas Emenda PIX. Essas emendas são direcionadas aos municípios por parlamentares federais (deputados ou senadores), são impositivas (o Poder Executivo não pode impedir o repasse) e não possuem finalidade específica quando da destinação.

Como são enviadas mesmo sem haver um projeto ou convênio prévio, a Justiça determinou, como forma de impedir irregularidades, que os municípios sejam obrigados a cadastrar os planos de trabalho, prevendo como os recursos serão gastos, no painel Transferegov.

Apesar de o próprio MPF ter alertado da necessidade desses planos de trabalho serem cadastrados no Transferegov até 31 de dezembro do ano passado, Macau e Serrinha dos Pintos ainda não haviam cumprido a recomendação até o início deste ano.

Um relatório do MPF apontou que os gastos efetuados por Emendas PIX destinadas a Macau (no valor de R$ 35 mil, de autoria do deputado General Girão) e a Serrinha dos Pintos (R$ 250 mil, de autoria do deputado Benes Leocádio) ainda não foram comprovados.

Desvios – O procurador da República Fernando Rocha, coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF no estado, ressalta que é fundamental garantir a “correta aplicação desses recursos e verificar a regularidade da execução dos planos de ação”, para evitar possíveis desvios de verbas públicas.

Ele alerta ainda que, caso se confirmem irregularidades, ou haja inconsistência nos gastos, os dois municípios poderão perder o direito a receber novas transferências de recursos federais.

Para acompanhar Emenda PIX no seu município – As Emendas PIX são uma modalidade de emenda parlamentar individual cujos recursos são destinados pelos parlamentares diretamente aos municípios. O diferencial é que elas são liberadas de forma rápida, sem precisar estar vinculadas a projetos ou convênios específicos. Isso torna ainda mais importante o acompanhamento e controle social sobre o uso desses recursos.

Você pode acompanhar como as Emendas Pix estão sendo aplicadas em sua cidade e garantir maior transparência na gestão pública por meio deste link.

Tutorial de como acessar as informações no Painel TransfereGov.

Como acompanhar a Emenda PIX no seu município.

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Só três deputados do RN assinam PEC do fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala 6×1 na jornada de trabalho semana foi protocolada ontem na Câmara dos Deputados pela autora da proposição Érica Hilton (PSOL/SP).

Ela conseguiu recolher 234 assinaturas, 63 a mais que o necessário. Dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte só três assinaram: Natália Bonavides (PT), Benes Leocádio (UB) e Fernando Mineiro (PT).

Os bolsonaristas Sargento Gonçalves e General Girão, ambos do PL, são contra o fim da escala 6×1. A tendência é que a também bolsonarista Carla Dikson (UB) siga a posição contrária.

As dúvidas seriam João Maia (PP) e Robinson Faria (PL).

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Pauta esquecida na virada do ano, fim da escala 6×1 só tem apoio de dois deputados do RN

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que pede o fim da escala de trabalho 6×1 só conta com o apoio dos deputados Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT, para tramitar da Câmara Federal.

Os demais integrantes da bancada federal ou são contra ou se calaram sobre o assunto. Claramente contra são os bolsonaristas General Girão e Sargento Gonçalves, ambos do PL.

A recém-chegada, Carla Dickson (UB) ainda não se manifestou sobre o tema.

Já os integrantes do centrão Robinson Faria (PL), João Maia (PP) e Benes Leocádio (UB) não trataram do assunto.

O fim da jornada 6×1 prevê expediente no máximo em quatro dias por semana é uma proposta de iniciativa da deputada paulista Erica Hilton (PSOL).

A PEC agitou o noticiário no final do ano passado, mas não tem sido mais debatida nos últimos dias. Com o fim do recesso parlamentar espera-se que o assunto retorne.

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Eleição de Babá é péssima notícia para três deputados federais

A eleição de Babá Pereira (PL) como presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) é péssima notícia para pelo menos três deputados federais.

O plano é utilizar a entidade como trampolim para ser o homem do senador Rogério Marinho (PL) na Câmara dos Deputados.

Babá tenta repetir o hoje deputado federal Benes Leocádio (UB), que após encerrar o mandato de prefeito de Lajes, voltou a ser presidente da Femurn. Assim ele pavimentou o caminho para ser eleito o federal mais votado em 2018. Babá quer fazer o mesmo em 2026.

Benes é um dos prejudicados com a eleição de Babá.

Os outros são João Maia (PP) e Robinson Faria (PL), que tem nos prefeitos os alicerces dos seus mandatos.

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Direita “moderada” do RN se cala sobre tentativa de golpe

Quem acessa as redes sociais dos deputados federais Robinson Faria (PL), João Maia (PP), Benes Leocádio (UB) e Paulinho Freire (UB), este último prefeito eleito de Natal, nem imagina que há duas semanas o Brasil assistiu atônito a revelação de uma trama golpista que previa o assassinato do presidente Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Tidos como membros da direita moderada, os quatro não fizeram qualquer manifestação pública a respeito de um assunto gravíssimo que envolve a sobrevivência da nossa democracia.

Robinson, coordenador da bancada federal, é pai de Fábio Faria, ex-deputado federal que foi ministro das comunicações no Governo de Jair Bolsonaro (PL).

Talvez isso explique o silêncio.

Paulinho Freire foi eleito prefeito em Natal com amplo apoio do bolsonarismo local. Isso com certeza explica o desapreço com a democracia.

Benes foi da base de Bolsonaro, é da base de Lula e está mais preocupado com outros assuntos como dar voto favorável a PEC dos estupradores na Comissão de Constituição Justiça da Câmara dos Deputados.

João Maia foi aliado do PT nos Governos Lula e Dilma Rousseff, estava na base de Bolsonaro e hoje é novamente parceiro de Lula.

Seja o que acontecer no país, ele, pelo visto estará do lado vencedor.

Curiosamente a única voz da direita na bancada federal, que nem é rotulado de moderado, que se manifestou contra o golpe foi o senador Styvenson Valentim (Pode) que timidamente defendeu punição para os militares que tentaram abolir o Estado Democrático de Direito.

Que direita moderada é essa que temos no RN?

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Benes se cala sobre voto a favor da PEC dos Estupradores e conta com omissão cúmplice da mídia potiguar

O deputado federal Benes Leocádio (UB), único da bancada potiguar na Comissão de Constituição e Justiça, votou a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 164/12 apresentada pelo então deputado Eduardo Cunha (Republicanos/RJ) que proíbe o aborto em qualquer hipótese.

Hoje o aborto é permitido em caso de estupro, fetos anencéfalos e risco de morte para a mãe durante a gestação. Para se ter ideia do retrocesso, a atual regra vale desde 1940.

Até aqui Benes Leocádio não prestou nenhum esclarecimento à sociedade e contou com o silêncio cúmplice da mídia potiguar.

Com exceção do Blog do Barreto e poucas páginas da Internet, o caso foi abafado.

Em junho deste ano, quando um Projeto de Lei semelhante pautado pela bancada evangélica estava em discussão, o Instituto Datafolha fez uma pesquisa que apontou que 66% dos brasileiros são contra a proibição total do aborto.

Os órgãos de direitos humanos e entidades feministas consideram a proposta uma atrocidade contra mulheres e meninas.

Benes deve uma explicação e o silêncio majoritário da mídia potiguar é uma omissão cúmplice.

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Deputado do RN vota a favor da PEC dos estupradores

Único deputado federal do Rio Grande do Norte na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Benes Leocádio (UB), votou a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 164/12, conhecida como PEC dos Estupradores.

A proposta acaba com o direito ao abordo para as mulheres nas três situações atualmente permitidas: risco de morte para a mãe, estupro e em casos de anencefalia do feto.

A PEC foi aprovada na CCJ com 35 votos favoráveis e 15 contrários.

Além de obrigar mulheres a terem filhos de estupradores, passarem pela tortura psicológica de gerar um filho anencéfalo que não vai sobreviver quando nascer e correr o risco de morrer ao dar a luz, a PEC de autoria do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos/RJ), que foi cassado por corrupção em 2016, ainda proíbe o uso do DIU como método contraceptivo.

Benes não se manifestou sobre o voto nas suas redes sociais. O Blog do Barreto procurou o deputado que não atendeu ao nosso contato telefônico.

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Fim da jornada 6×1: só Natália e Mineiro assinaram PEC entre os deputados do RN

Blog Saulo Vale

Dos oito deputados federais do RN, apenas dois assinaram em apoio a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer extinguir a jornada de trabalho 6×1.

São eles: Natália Bonavides (PT) e Fernando Mineiro (PT).

Os outros parlamentares potiguares não se posicionaram sobre o assunto, nem houve qualquer postagem sobre o tema em suas redes sociais.

São eles: Benes Leocádio (União Brasil), Robinson Faria (PL), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL) e Paulinho Freire (União Brasil). Este último é prefeito eleito de Natal e será substituído na Câmara por Carla Dickson (União Brasil).

Fim da jornada

A PEC foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), com objetivo de acabar com o formato atual da jornada de trabalho, de seis dias de trabalho para uma folga, com redução de carga horária, de 44 horas semanais para 36.

Para começar a tramitar na Câmara dos Deputados, é necessária assinatura de 171 deputados. Erika tem tentado coletar essas assinaturas.

Já para aprovação em plenário, como se trata de mudança na Constituição, faz-se necessário 308 votos.

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Só Girão e Gonçalves assinam pedido de impeachment de Moares

Blog Saulo Vale

Dos oito deputados federais do RN, apenas dois assinaram o 23º pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, protocolado nesta terça-feira (10).

Veja:

Benes Leocadio (Republicanos) – não assinou;

Fernando Mineiro (PT) – não assinou;

General Girão (PL) – assinou;

João Maia (PP) – não assinou;

Paulinho Freire (União Brasil) – não assinou;

Natália Bonavides (PT) – não assinou;

Robinson Faria (PP) – não assinou;

Sargento Gonçalves (PL) – assinou.

No total, foram 149 assinaturas de deputados que acusam Moraes de violar direitos individuais e interferir nas competências do Legislativo e do Executivo.

O documento foi entregue nesta terça-feira ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

 

 

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Paulinho Freire lidera número de faltas entre os deputados do RN

Agora RN

No primeiro semestre deste ano, os deputados federais do Rio Grande do Norte somaram 25 faltas sem justificativa às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Nas comissões temáticas, foram 33 faltas não justificadas e 55 justificadas. O levantamento foi feito pelo AGORA RN nesta segunda-feira 22, baseado em dados contidos na página de cada parlamentar no site da Câmara, que distingue faltas justificadas, como licenças médicas, das faltas não justificadas.

Cumprindo seu primeiro mandato na Casa, o deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) lidera em faltas, com duas ausências não justificadas nas sessões plenárias, além de seis faltas justificadas e 39 dias de presença. Nas comissões, Paulinho, pré-candidato a prefeito de Natal, registrou sete ausências não justificadas e outras três justificadas, todas em reuniões da Comissão de Turismo. Ele esteve presente em nove reuniões.

Sargento Gonçalves (PL) não faltou a nenhuma sessão plenária na Câmara, mas registrou 12 ausências nas comissões, sendo uma não justificada e 11 justificadas como escusas (quando o parlamentar avisa previamente sobre sua ausência). Suas faltas ocorreram em reuniões das comissões de Educação e na de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Por sua vez, Benes Leocádio (União Brasil) teve presença integral em todas as 47 sessões plenárias, sem faltas justificadas ou não justificadas. No entanto, ele teve 12 ausências não justificadas em reuniões de comissões, todas na de Minas e Energia.

Robinson Faria (PL) teve apenas duas ausências justificadas, estando presente em 45 sessões plenárias. No entanto, nas comissões da Casa, ele teve oito ausências não justificadas nas comissões de Turismo e na de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, contabilizando apenas 28 presenças.

João Maia (PP) teve cinco ausências justificadas por licença médica, comparecendo a 42 sessões plenárias. Já nas comissões, ele teve cinco faltas não justificadas e duas justificadas. As faltas não justificadas ocorreram em reuniões cruciais, como discussões sobre desenvolvimento regional e ações do Incra, sugerindo a importância de maior engajamento em temas fundamentais para o Estado.

Natália Bonavides (PT) teve cinco ausências justificadas nas sessões plenárias, sem faltas não justificadas e 42 presenças. Nas comissões, a pré-candidata a prefeita de Natal teve quatro ausências justificadas em reuniões da Comissão de Desenvolvimento Urbano e uma não justificada na reunião da Secretaria da Mulher, contra sete presenças.

Fernando Mineiro (PT) teve 47 presenças nas sessões plenárias, sem ausências justificadas ou não justificadas. Nas comissões, ele teve 31 ausências justificadas e 2 não justificadas, a maioria na de Educação, contra 28 presenças.

Dos oito parlamentares federais do RN, apenas General Girão (PL) teve presença completa em todas as 47 sessões plenárias e 63 reuniões de comissões, sem faltas justificadas ou não justificadas, conforme dados da Câmara.

DESCONTO SALARIAL

De acordo com a Câmara dos Deputados, as ausências às sessões deliberativas do plenário podem resultar em desconto salarial para o parlamentar faltoso. Pela Constituição, o deputado corre o risco de perder o mandato se faltar, sem justificativa, a um terço das sessões ordinárias de cada sessão legislativa.
A presença dos parlamentares é checada eletronicamente no início de cada sessão ou por listas nominais, se o sistema eletrônico não estiver em uso. No entanto, as ausências são justificadas, sem desconto salarial em casos de missão autorizada, doença comprovada por atestado médico, licença-maternidade, licença-maternidade e doença grave ou falecimento de familiar até o segundo grau civil.