Tribunal de Justiça quer deixar 100 mil potiguares mais distantes do judiciário

justica pior nao fica

Está nos gabinetes dos desembargadores uma minuta que sugere a agregação de dez comarcas de cidades do interior do Rio Grande do Norte. A medida prejudicará 97.742 potiguares que precisarão pegar a estrada para obter serviços do judiciário estadual.

A justificativa é de que se tratam de comarcas com pouca demanda.

A proposta deve ser votada no Tribunal de Justiça no dia 25. Resultado será o deslocamento de 11.614 processos para fora da comarca original.

A política de redução de comarcas começou em 2017 com a resolução que agregou dentre outras a de Governador Dix-sept Rosado que deveria ter um centro de conciliação e um posto de atendimento que nunca funcionaram o que na prática tornou a comarca extinta.

A medida segue uma orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) só comprida até aqui pelo Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Abaixo como ficarão as comarcas:

Comarca selecionada para agregação Comarca agregadora
São João do Sabugi Caicó
Almino Afonso Patu
Arês Goianinha
Cruzeta Acari
Pedro Velho Canguaretama
Portalegre Pau dos Ferros
Santana do Matos Lajes
São Bento do Norte João Câmara
São Tomé São Paulo do Potengi
Upanema Campo Grande

 

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4 opiniões sobre “Tribunal de Justiça quer deixar 100 mil potiguares mais distantes do judiciário

  • 14 de julho de 2018 em 14:53
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    Amigo gostaria que se possível vc fizesse uma retificação nessa notícia, existe um erro no final porque as agregações não cumprem a Resolução n° 184/2013 do (CNJ) O que pode passar uma impressão errada para sociedade, como se o TJRN estivesse certo. Se fosse através do (CNJ) o presidente do TJRN não taria tentando fazer isso na surdina, é totalmente contra a lei.

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  • 14 de julho de 2018 em 21:24
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    Desde quando o tjrn está preocupado com os juidicionados. Ele retirou todas as varas de família da zona norte e os únicos beneficiados foram os juízes e promotores.

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  • 15 de julho de 2018 em 10:43
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    Mas as pessoas dessas comunidades continuam pagando impostos que gera a receita que custeia também o judiciário.
    Muito interessante.
    Seria interessante se essas pessoas que passam a não ter direitos, também lhes fossem subtraídas as obrigações.

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  • 16 de julho de 2018 em 08:33
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    Como se não bastassem os processos que se arrastam por quase 11 anos, SAL GROSSO é um exemplo disto, agora querem reduzir a presença da justiça nas cidades do interior. Outro li que o TJRN tinha dinheiro de sobra. Tinha tanto dinheiro que estava emprestando dinheiro ao estado e fazendo doação de viaturas etc.
    Difícil entender tudo isto.
    Mais difícil ainda é entender porque não julgam os recursos SAL GROSSO se o PGJ já deu o seu parecer há vários meses.
    O queimpede o julgamento dos recursos SAL GROSSO?

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