Um ano depois

Ontem completou um ano do primeiro turno das eleições. Um ano que o eleitor potiguar decidiu reduzir a pó a representatividade de Mossoró na Assembleia Legislativa. Para a Câmara dos Deputados as tradicionais duas cadeiras mossoroenses foram reduzidas a uma ocupada pelo atuante, porém inexperiente, Betinho Segundo, ou Beto Rosado (PP). Mossoró tem sentido a dura realidade de não ter uma voz para lhe defender. Vários assuntos passam em branco nos debates da Assembleia. Claro que há quem argumente que os que estiveram lá nada fizeram. Pois é. Mas esse mesmo alguém não se deu ao trabalho de sugerir ou votar num substituto. Salvo um golpe do destino, Mossoró amargará a falta de deputados até 2019.

Galeno
Quem tinha a obrigação moral de suprir o vácuo de representação mossoroense na Assembleia Legislativa era o deputado Galeno Torquato (PSD). Teve mais de 12 mil votos na cidade.

Galeno 2
Até aqui o desempenho de Galeno em favor de Mossoró é nulo. O parlamentar alega nos bastidores que não se sente obrigado a fazer nada pela cidade porque cumpriu os compromissos firmados.

Greve
A greve da Uern entra numa semana decisiva. O Governo do Estado fez uma proposta meia-boca e ao mesmo tempo ameaça judicializar a paralisação. O clima é tenso entre os grevistas da Universidade.

Comparação
Com esse comportamento, Robinson Faria parece um ex-marido que tenta uma reconciliação com um buquê de flores numa mão e um porrete na outra. As relações seguirão estremecidas.

Terror
O badalado capitão Styvenson Valentim saiu de Natal para tocar terror na vaquejada de Mossoró. Foram mais de 80 habilitações retidas e 16 motoristas presos por dirigirem embriagados. Não foi por falta de aviso. Todo mundo sabia que o militar estaria por estas bandas.

Comparação
Dentro de um ambiente em que a Polícia Militar não inspira confiança, seja no setor de trânsito, seja no combate ao crime, o capitão da lei seca se destaca apenas por cumprir a sua obrigação. A celebrização dele aumenta após a reportagem veiculada domingo no programa Fantástico da Rede Globo. Um grupo de 12 policiais militares foram pegos recebendo propina para proteger bandidos. É preciso ter muito cuidado com as generalizações.

Comparação 2
Não nutro a menor simpatia pelo militarismo. Mas entendo que a maioria dos policiais estão mais para Styvenson Valentim do que para aquele grupo de 12 policiais flagrados em um trabalho do Ministério Público que inspirou a reportagem da TV Globo. Portanto, é bom ter calma.

Cortes
O prefeito Francisco José Júnior (PSD) vai anunciar um pacote de cortes na Prefeitura de Mossoró. Segundo minha fonte, serão ajustes parecidos com os que foram realizados pela presidente Dilma Rousseff. Redução do número de secretarias é dada como certa. Resta saber se teremos redução de cargos comissionados e de salários.

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2 opiniões sobre “Um ano depois

  • 6 de outubro de 2015 em 08:38
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    Olha Bruno, com certeza vai sobrar pra quem trabalha o mês inteiro por ganhar 1 Salário Mínimo, o Prefeito deve cortar as benesses dos (a) Secretários, aluguel de carros, aluguel de prédios, horas extras muitas vezes não trabalhadas, gratificações sem sentido. Poderia se pensar no horário corrido pra todos os servidores da Prefeitura com certeza algo teria que melhorar. O horário de 08:00 as 12:00 hs. Dava pra resolver muitas coisas. Claro respeitando as necessidades básicas da população. Obrigado.

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  • 6 de outubro de 2015 em 08:42
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    Bruno, quis dizer 08:00 as 14:00 hs. Minhas desculpas. Obrigado.

    Resposta

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