Há dez anos acompanho com mais atenção a forma como os nossos deputados federais e senadores se comportam no Congresso Nacional.
Um placar me chama atenção desde então: 6×2. Na esmagadora maioria das vezes esse resultado se converte em votações contra o interesse coletivo como na urgência da anistia, PEC da bandidagem, reforma trabalhista, reforma da previdência e outras retiradas de direitos dos trabalhadores.
Sempre em votações decisivas para a vida da população esse placar aparece. Foi assim nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).
Na época, não havia deputados bolsonaristas e era Rafael Motta e a atual senadora Zenaide Maia quem seguravam a onda nas votações decisivas.
No governo de Jair Bolsonaro, Rafael Motta passou a ter a companhia de Natália Bonavides (PT) no lugar de Zenaide que tinha desembarcado no Senado.
Sem Motta, Natália agora faz o dois no placar das votações com Fernando Mineiro (PT).
É um placar irritantemente recorrente com o plus atual de termos três extremistas de direita na bancada atual (Sargento Gonçalves, Carla Dickson e General Girão).
O Rio Grande do Norte pode melhorar a sua representação federal se prestar mais atenção na forma como nossos deputados e senadores votam.
