Um nicho eleitoral ignorado em Mossoró pelos pré-candidatos ao Governo

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Nas eleições de 2016, Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita pela quarta vez prefeita de Mossoró com 67.476 votos num universo de 167.120 eleitores. Em números absolutos mais de cem mil eleitores deixaram de votar na chefe do executivo estadual.

Os adversários da prefeita somaram 65.114 votos. O restante se distribuiu entre brancos, nulos e abstenções.

Hoje é perceptível a olho nu que a popularidade da prefeita não é das melhores. Falta apenas uma pesquisa para materializar isso, mas a oposição parece fazer questão de não explorar isso.

Resultado: a fama de maior eleitora de Mossoró está intacta e os pré-candidatos ao Governo do Estado não estão se atentando a isso.

O antirosalbismo existe mesmo com uma oposição desarticulada. A preguiça e o desconhecimento sobre como está o quadro político em Mossoró criou uma falsa dependência do apoio de Rosalba para conquistar o eleitorado mossoroense.

Trata-se de um equívoco estratégico que até mesmo a senadora Fátima Bezerra (PT), tradicional adversária do rosalbismo, está cometendo.

Há um vácuo de liderança em Mossoró desde que as duas principais alas da família Rosado se uniram após mais de 30 anos de arengas. Ninguém ocupou.

Passado

Quando os Rosados eram um bloco monolítico, não existia adversários em Mossoró com potencial para derrota-los. Na ausência de uma liderança forte, Aluízio Alves mesmo com base na capital acabou se tornando o principal contraponto ao rosadismo na cidade. Sua atuação por aqui era intensa.

O mesmo acontece hoje em Mossoró, mas com a diferença de que até mesmo uma liderança de nível estadual poderia ocupar esse vácuo formando um grupo na cidade como Aluízio fez no passado.

Os tempos são outros, mas a história mostra que é possível conquistar uma boa votação em Mossoró sem o apoio da prefeita (e Prefeitura).

Os números estão aí para mostrar que é possível. Basta deixar o óbvio de lado e usar um pouco de criatividade e ousadia.

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