Uma pré-campanha boa… se ainda estivéssemos no século XX

O pré-candidato a prefeito de Mossoró Tião Couto (PSDB) faz um trabalho interessante de aproximação com as camadas mais populares de Mossoró. Tem percorrido a periferia e a Zona Rural e tentado conquistar cabos eleitorais.

Faz parte do jogo político fazer esse trabalho. Mas isso seria perfeito se estivéssemos no Século XX. Foi com essa tática, por exemplo, que Rosalba Ciarlini chegou as eleições de 1988 em condições de competitividade.

Mas no século XXI a política é ainda mais complexa. Fazer um único trabalho de popularização é pouco e não trará os resultados esperados. É preciso ter visibilidade.

O empresário Tião Couto tem uma história de vida de cinema. Filho de pais analfabetos, ele só soube o que era viver em uma casa com luz elétrica aos 18 anos.

Ele saiu de encanador à condição de um dos homens mais ricos do Nordeste. Essa história até aqui não tem sido explorada quando na verdade deveria ser o maior cartão de visita do ainda desconhecido pré-candidato.

O tucano tem tido muito pouca visibilidade na mídia e também nas redes sociais. Em plena era da informação é um pecado grave.

Além disso, até aqui Tião tem apostado no novo pelo novo quando poderia estar apresentado as ideias e os projetos que tem para Mossoró.

Dos nomes postos só ele, entre as principais candidaturas, tem condições de apontar o dedo para a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) e o prefeito Francisco José Junior (PSD) sem ser pego em contradição. Mas até aqui ele tem aberto mão disso optando pelo silêncio. Um pecado num momento de descrença com a classe política.

Para se tornar competitivo, Tião Couto precisa avançar nos métodos para de fato ser o novo numa campanha em que as novidades vão enfrentar o passado.

A campanha tucana precisa chegar ao século XXI.

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