Uma universidade que precisa toda hora justificar o óbvio

UERN todo ano entrega milhares de profissionais ao mercado de trabalho (Foto: Wilson Moreno)

Antes mesmo do bolsonarismo a UERN é questionada por setores da mídia e elite natalense. É o bode expiatório colocado no meio das conversas chiques nos apartamentos refinados da orla da capital.

Entre um uísque e outro disparam que o Rio Grande do Norte é pobre demais para ter uma universidade estadual. A retórica é tão barata quanto um uísque paraguaio.

Em lugares pobres uma universidade transforma, muda a realidade e fabrica sonhos possíveis. Para setores obscurantistas da sociedade a universidade é um peso.

A UERN custa menos que qualquer poder do Estado dando um retorno maior não só através do ensino, mas também com suas atividades de extensão que faz o pobre ter seus direitos defendidos por uma prática jurídica ou a jovem grávida que sai da periferia para se consultar num de seus ambulatórios.

Graças a UERN, um agricultor pode ser atendido num consultório odontológico no Seridó.

Sem a UERN não teria professor em cidades pequenas do Alto Oeste potiguar, por exemplo.

É nesta universidade que 89% dos estudantes saem de escolas públicas. É nela que 80% dos alunos são nascidos no Rio Grande do Norte.

Não consigo entender como uma universidade que muda vidas e não chega a 5% do orçamento executado do Estado possa ser problema. A mobilização tem que ser por mais recursos para a UERN, que está precisando por receber repasses do Governo abaixo do necessário.

Às vezes quero crer que seja ignorância no sentido de desconhecimento, mas muitas vezes me parece ignorância por burrice mesmo ou talvez o misto das duas coisas.

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