Vereador tem outra condenação por tráfico; esta com trânsito em julgado

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O vereador Vavá Martinho (Rede) possui outra condenação por tráfico de drogas. Desta vez, trata-se de um processo ocorrido na Paraíba que já transitou em julgado, ou seja, quando não cabe mais recurso.

Como divulgado no sábado pelo Blog do Barreto e por diversos blogs de Mossoró, ele foi condenado em setembro do ano passado a 4 anos e 8 meses de prisão por associação ao tráfico internacional de drogas. Já no processo da Paraíba, o parlamentar foi condenado a 6 anos de prisão em uma ação que se arrastou por 20 anos.

Em 2006, policiais rodoviários federais interceptaram, na BR-101, um veículo GM/Kadett transportando 4,82 kg de cocaína trazidos de Natal por Reginaldo de Sena Santos. A droga seria entregue no Presídio do Róger, em João Pessoa (PB), a mando do presidiário Thaner Yasbech Asfora. Outro envolvido, Almir Luiz da Silva, foi preso na mesma rodovia em um VW/Golf atuando como “batedor”.

Interceptações telefônicas autorizadas captaram conversas diretas entre Vavá e o detento Thaner Asfora. Após a apreensão da carga, o acusado forneceu dados bancários para depósitos (agência 2905-X, em Goianinha/RN) e comprometeu-se a reestruturar o fornecimento para ressarcir o prejuízo financeiro.

A defesa alegou que a acusação era genérica, mas o juiz rejeitou o argumento por entender que, em crimes investigados por escuta telefônica velada, é prescindível a precisão do instante exato da entrega.

Em 25 de fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a certidão de trânsito em julgado do processo. Já em 18 de junho, a juíza da 2ª Vara Mista de Mamanguape, Kalina de Oliveira Marques, determinou o arquivamento do processo e o cumprimento da sentença.

Perda do mandato

Além do cumprimento da sentença, Vavá deve perder o mandato de vereador. No entanto, o presidente da Câmara Municipal, Genilson Alves (União), ainda não foi notificado.

“Soubemos dessa condenação pelos meios de comunicação. Quando voltar do recesso, vamos nos reunir com o jurídico para saber como está esse processo”, explicou. “Vamos esperar o direcionamento oficial da Justiça Eleitoral”, complementou.

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