Prefeito exagerou na exposição (Reprodução/Blog do Barreto)

Vídeo do prefeito mostra como a popularidade pode cegar a ponto de atrapalhar a repercussão de uma conquista

O assunto do final de semana poderia ser a conquista de um feito importante para a saúde em Mossoró: o retorno das cirurgias ginecológicas eletivas.

Afinal de contas, são quatro anos sem o serviço e 800 mulheres na fila.

Bastava o prefeito ir para a frente do hospital ao lado da secretária de saúde Morgana Dantas e gravar um vídeo fazendo um anúncio.

Com 70% de aprovação, fato que nenhum prefeito eleito regularmente conseguiu em Mossoró desde o terceiro mandato de Rosalba no início dos anos 2000, ele achou por bem gravar um vídeo dentro da sala de cirurgia.

Logicamente a iniciativa pegou mal. Muito mal, aliás. A conquista se misturou com a revolta pela forma como foi anunciada. O vídeo foi excessivo demais (veja AQUI).

A popularidade parece ter cegado o prefeito que não teve o discernimento de que uma atitude como essa pegaria mal.

A oposição logo cumpriu o seu papel de criticar. As vereadoras Larissa Rosado (PSDB) e Marleide Cunha (PT) usaram as redes sociais para questionar a forma como o prefeito abordou o assunto.

Allyson não tocou mais no tema e retirou o vídeo do feed do Instagram.

Que o prefeito tome esse episódio como lição. Ousadia é importante em tudo na vida, mas precisa ser calculada para que um fato positivo se torne negativo.

Temos exemplos disso na história recente de Mossoró.

Lembro bem quando Francisco José Junior tratou as melhorias no transporte público como uma revolução quando na verdade era um avanço importante, mas longe de ser o fim da “espera de décadas” como a propaganda apregoava. O que poderia ser positivo terminou sendo um fracasso de popularidade causado pela expectativa frustrada.

Ao prefeito moderno que das redes sociais emergia para deputado estadual e depois o comando de Mossró deixo um conselho inspirado na antiguidade “est modus in rebus, sunt certi denique fines” do poeta romano Horácio que significa “há uma justa medida em todas as coisas; existem, afinal, certos limites”.

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