O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) tinha a melhor história: a do menino que saiu da casa de taipa para ser governador do Rio Grande do Norte. Para isso, contava com um marketing espetacular e uma estrutura financeira colossal.
Do outro lado, estava Cadu de Lula, com uma campanha franciscana que tinha um fundo eleitoral que faria muito candidato a deputado desistir.
Allyson tinha muito mais seguidores nas redes sociais e era tratado como o craque no assunto. Cadu entrou na campanha tateando para encontrar uma linguagem própria.
Ainda assim, Cadu venceu.
Marketing e redes sociais são importantes, mas há um limite. Talvez nesta eleição no Rio Grande do Norte o limite tenha sido a identidade política. Cadu tinha uma. Allyson, não.
Com a campanha nacionalizada principalmente no segundo turno, o fator Lula fez a diferença, e a neutralidade de Allyson talvez tenha lhe custado a eleição.
