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Estados Unidos e a união com os Soviéticos na Segunda Guerra Mundial: 2022 no Brasil não será Esquerda contra Direita

Por Tales Augusto*

Aprendamos com a História e a máxima que “o inimigo do meu inimigo, é meu amigo”. Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética tinham a maior parte do mundo sob suas influências, blocos econômicos, políticos e até militares, era a época da Guerra Fria.

Contudo, muitos esquecem que os antagonismos ideológicos foram deixados de lado por algo maior durante o maior conflito que a humanidade vivenciou, a luta contra a barbárie e tudo de pior que tivemos na História da Humanidade representado, o Fascismo e no pior deles, o Fascismo Alemão denominado Nazismo uniram o que pensávamos ser impossível unir.

Parece que nós brasileiros não sabemos ou queremos aprender com a História, tanto que temos componentes e características do fascismo em solo tupiniquim e em 2022 mais uma vez eclodindo a cadela do fascismo, esta que sempre está no cio e que o ovo da serpente parece já ter parido desde 2018 muito do lixo da História que deveria ter ficado apenas nos livros didáticos, para não se repetirem.

O politicamente incorreto, o racismo, os preconceitos diversos a minorias como os grupos LGBTQI+, a violência contra a mulher e a tríade mais que batida do “Deus, Pátria e Família”. Ah, este trio esteve presente nos Fascismos Italiano, Alemão (Nazismo), Português (Salazarismo) e Espanhol (Franquismo). Não a toa que o inglês Samuel Johnson disse que “o patriotismo é o último refúgio do canalha”. O mais irônico que esta versão de políticos patriotas com características fascistas tupiniquins, até continência para a bandeira dos Estados Unidos já fez, estranho, estranho demais.

Estamos em 2021, caminhando para o pleito de 2022, pleito este que será um dos mais pesados da História do Brasil. Redes sociais, robôs, fake news, violências diversas e o principal ingrediente, a adoção não envergonhada de defender a Barbárie descaradamente. Tentam colocar todos os candidatos num mesmo balaio. Porém, além de ser uma ação inglória, mentirosa, débil, sem fundamentação.

Estamos rumo as eleições de 2022 onde um candidato defende o negacionismo, violência, armamentismo, racismo, homofobia e tudo que o lixo da História faz questão que lembremos para não esquecer e repetir. Do outro lado a defesa da vida, das diferenças, dos direitos humanos coletivos e individuais, defesa da vacina, ciência, defesa do emprego, do SUS, dentre tantas outras pautas.

Se na Segunda Guerra Mundial, os antagonismos estadunidense e soviético se uniram contra o Fascismo, em 2022 as esquerdas e direitas busquem se unir contra o nosso fascismo tupiniquim que dia a dia cresce e necessita ser parado, temos a chance de o parar pelas urnas, pelo voto e que jamais deixemos que volte ao poder. Vigilância continua, necessária e não duvidem, tentarão não sair do poder mesmo perdendo, repito, a cadela do Fascismo sempre está no cio.

*É Historiador, autor do livro HISTÓRIA DO RN PARA INICIANTES e mestrando em Ciências Sociais e Humanas na UERN.

Este texto não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema. Envie para o barreto269@hotmail.com e bruno.269@gmail.com.

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Livro conta a história da Câmara Municipal de Mossoró

Memorial da Câmara Municipal de Mossoró será distribuído (Foto: Edilberto Barros)

O livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró foi lançado na noite desta quinta-feira (2), no plenário da Casa. Editado pela Coleção Mossoroense, a obra resgata a história do Poder Legislativo, em mais de 160 anos, entre 1853 e 2020. É resultado de parceria entre a Fundação Vereador Aldenor Nogueira e a Fundação Vingt-un Rosado.

Parte da pesquisa é de autoria do historiador Raimundo Soares de Brito, falecido há nove anos e autor da obra Legislativo e Executivo de Mossoró, uma Viagem mais do que Centenária. “Raibrito” assina a autoria do Memorial da Câmara Municipal de Mossoró, com os servidores públicos municipais Edilson Segundo e Eriberto Monteiro.

O lançamento reuniu vereadores, ex-parlamentares, servidores e ex-servidores da Câmara; representantes de academias de letras, universidades e outros segmentos sociais.

Segundo o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (SD), a obra reforça a historiografia de Mossoró. “Trata-se de valiosa fonte de pesquisa e de conhecimento sobre a gloriosa história do Legislativo como Poder representativo do povo mossoroense”, destaca.

Um dos destaques do Memorial é o resgate de personagens da história de Mossoró. É o caso de prefeitos e vereadores de diversas legislaturas. “Alguns desses personagens dão nome a importantes ruas da cidade e têm sua importância relevada no livro”, frisa Eriberto Monteiro.

Com mais de 450 páginas, o livro não será vendido, mas doado para escolas, bibliotecas públicas, Museu Lauro da Escóssia, universidades, entidades de classe e outros setores representativos da sociedade.

A obra foi idealizada na gestão da então presidente Izabel Montenegro (MDB) e o lançamento previsto para o final do ano passado ficou para 2021 por causa da pandemia.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal.

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Agência Moscow Foro de Moscow

Foro de Moscow 9 ago 2021 – Aluízio Alves: o amigo dos americanos na Guerra Fria

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Dois 14 de julho na França

Por Ney Lopes

Hoje, 14 de julho**, a data nacional da França.

Há dois 14 de julho na história da revolução francesa.

O de 1789, lembrado como a histórica “Tomada da Bastilha”, término do absolutismo monárquico e o início da Revolução.

E o 14 de julho de 1790, a grande festa da federação.

Afinal, qual deles marca a revolução francesa?

Em 9 de julho de 1789, o rei Luís XVI percebeu o início da insurreição popular e a adesão de pensadores franceses às ideias do iluminismo, movimento intelectual, que inspirara a revolução americana (1776) e pregava maior liberdade econômica e política.

Diante da crise econômica gravíssima, o monarca proclamou a abertura da Assembleia Nacional Constituinte, como tentativa de apaziguar os ânimos políticos.

Entretanto, o movimento já estava nas ruas e irrompeu cinco dias depois (14 de julho).

Iniciava-se processo, revolucionário causado pela fome do povo, que levou as massas a invadirem castelos e mosteiros, pilhando e saqueando as propriedades.

A Bastilha era uma prisão, símbolo do antigo regime, tendo sido tomada pela população parisiense.

Ocorreu verdadeiro banho de sangue, quando centenas de pessoas morreram, inclusive a decapitação do governador de Paris. A revolta chegou às áreas rurais, com maior intensidade.

O segundo 14 de julho é de 1790, ocorreu um ano depois, na chamada “Festa da Federação”.

Em Paris, o clima era de esperança e otimismo. A reconciliação nacional parecia próxima.

Diante disso, a população decidiu festejar nas ruas as conquistas alcançadas, após a queda da Bastilha.

Nesse primeiro ano, ocorreram muitos avanços: os bens do clero foram confiscados; os nobres perderam a maioria de seus privilégios; aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que assegurava, ao cidadão os direitos civis; liberdade de pensamento e expressão; igualdade perante a lei; defesa da propriedade; direito de se rebelar contra os abusos do governo.

O rei Luiz XVI continuou no trono, com poderes reduzidos pela Assembleia Constituinte.

A principal razão para os festejos foi a reconciliação popular com a monarquia.

A “Festa da Federação” teve o propósito do esquecimento, perdão das violências e o sangue derramado.

A França vivia a “fase otimista da revolução”, que parecia caminhar para um final feliz, com a união da nação, da lei e do rei.

Infelizmente, o 14 de julho de 1790, que comemorou a unidade nacional, não sobreviveu por muito tempo.

A revolução prosseguiu com mortes e o assassinato do rei e da rainha, três anos depois.

Seguiram-se os períodos do terror, Robespierre, de Napoleão Bonaparte.

O exemplo revolucionário francês estimulou movimentos semelhantes na Holanda, Bélgica e Suíça; com apoio na Itália, Alemanha, Áustria, Inglaterra e Irlanda. Chegou até o Novo Mundo e influenciou a independência nas colônias portuguesas e espanholas.

Diante da coincidência dos episódios históricos, ocorridos no dia 14 de julho de 1789 e 1790, surgiu um debate sobre qual deveria ser considerada a data nacional francesa.

A tomada da Bastilha fora um motim popular sangrento.

A Festa da Federação, comemoração pacífica e reconciliadora.

Tudo convergiu para considerar a Festa da Federação, a data em torno da qual a maioria poderia concordar.

Em 1880, o governo francês proclamou o 14 de julho como a data nacional, numa lei, cujo texto “não mencionou o ano”.

Porém, o senador Henri Martin, que rascunhou a Lei do Dia Nacional, na sua proposta se referiu ao ano de 1790.

Na memória popular, até hoje, a data continua associada a tomada da Bastilha, em 1789.

Em Paris, os festejos se concentram na praça da Bastilha, com shows e espetáculos ao ar livre, para brindar o fim o despotismo e a chegada da soberania popular.

Os valores cultuados à época da Revolução Francesa continuam atuais e merecem reflexões, no período de reconstrução que se inicia, após a pandemia devastadora.

O lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que inspirou o movimento histórico, deverá servir de exemplo à democracia brasileira, neste momento de tensões e inquietações políticas repetidas.

O valor nacional a ser preservado, a qualquer custo, é a estabilidade do nosso Estado Democrático de Direitos, com o respeito a supremacia da vontade popular, preservação da liberdade e igualdade de direitos, que traduzem a universalidade da cidadania.

Esses valores serão alcançados, a partir da legitimidade das próximas eleições gerais de 2022, realizadas com base na Constituição vigente, que conduzirão a nação para a governabilidade indispensável, na difícil tarefa de reconstrução após a pandemia.

 *É jornalista, ex-deputado federal, professor de direito constitucional da UFRN e advogado.

**Data do envio do artigo.

Este texto não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema. Envie para o barreto269@hotmail.com e bruno.269@gmail.com.

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Cotado para deixar o MDB, Henrique Alves manda recado no Twitter: “Partido não é hospedaria”

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves, cotado para deixar o MDB, usou as redes sociais para mandar um recado sobre sua eventual mudança partidária.

Ao ser informado pelo jornalista Rubens Lemos Filho de que aparece num trecho da biografia de Tancredo Neves em que é citado nas articulações para tornar o mineiro líder do partido em 1978 o emedebista lembrou de sua história no partido:

Recebo de @RubensLemos uma página da biografia de Tancredo. Em 78, a luta do nosso MDB para fazê-lo líder do partido. Merecimento! A minha escola, vida, história que não se apaga;  “Partido não é hospedaria”. 51 anos com essa bandeira na mão. Coerência. Sem ódio e sem medo!

Trecho da biografia de Tancredo Neves

Após ser absolvido em processo que responde com o ex-presidente Michel Temer, Henrique ganhou fôlego e ensaia um retorno as disputas eleitorais. No entanto, ele é desafeto do deputado federal Walter Alves, presidente estadual do MDB.

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Revolução ou golpe? A tentativa bolsonarista em ressuscitar o lixo da história

Teses bolsonaristas tentam dar roupagem positiva a um golpe de estado (Foto: Web/autor não identificado)

Por Tales Augusto*

Antes que venham me atacar, leiam o texto. Depois falem o que quiserem, mas de antemão aviso, escrevo fatos, provados, não a partir, partindo de achismos. Ações deste tipo, deixo para os que não leem, não estudam e ainda se informam apenas através das redes sociais e por falsos filósofos, até falsos messias. Outra coisa, sou contra ditadura, seja de direita ou esquerda, Estado Totalitário ainda mais.

Vimos neste último dia 31 de março de 2021, 57 anos depois de forma nefasta, vil, cruel e desprezível, a retirada de João Goulart do cargo. Numa ação militar-civil que muitos insistem em tentar criar um discurso que justifique o injustificável, a quebra do Estado Democrático de Direito. Este, que na nossa República, na nossa História, fora tantas vezes tornado mesmo que legitimo, em letra morta. Inclusive na ascensão da República em 1889. Não por acaso, tantas vezes as Forças Armadas, principalmente o Exército, fora o protagonista dos golpes, ora apoiando, noutro momento sendo o próprio governo.

Dentre os membros das Forças Armadas, mais recentemente, um senhor que saiu da caserna aposentado por apresentar sérios problemas não só de convívio, mas também psicológicos, ou é mentira que a aposentadoria precoce do capitão Bolsonaro fora fruto disso? Ah, vale salientar que ele entende de golpe (pelo menos de tentativa), tentara sem sucesso explodir (literalmente) parte da caserna para ter maiores vencimentos. Sendo mediano, sem ascender nas Forças Armadas, buscou na política espaço. Encontrou muitos iguais a ele, com ódio, mentiras e falso moralismos até conseguir a vaga de presidente. Não destoando de muitos que em 1964, gritavam “Deus, Pátria e Família” e agora os que sobreviveram e outros que mostraram suas reais caras, faces, ou melhor, deixaram que as máscaras caíssem. Incluindo-os também como falsos cristãos, não tem como ser cristão e apoiar a ditadura, a morte, a tortura.

O mais interessante, como falou Chico Buarque na canção Vai Passar, “num tempo, página infeliz da nossa História”, devendo ser por todos motivo de vergonha, para alguns é vista hoje como Revolução por ter impedido um Golpe de Esquerda que vislumbraram. A época, nem colocar em prática as Reformas de Base o Jango conseguiu, sonhar que haveria a tomada de poder pela esquerda é desconhecer o que vivíamos em 1964, lembro-lhes, esquerdas e não esquerda. Não havia entre os que seguiam tal ideologia uma homogeneidade. Poderia haver grupos que queriam tomar o poder e implantar uma ditadura? Com certeza sim, só que não causavam medo e nem tinham força. As guerrilhas urbana e rural só vieram por parte da esquerda após o Ato Institucional número 5, o famigerado AI-5. Por isso, não venham com discursos vazios, sem bases e sem leituras, continuam passando vergonha.

Muitos se esquecem que o Golpe de 1964, fora adiado em uma década devido o suicídio de Vargas. Situação muito bem avaliada no livro O Dia em que Getúlio Matou Allende, do Flavio Tavares (indico a leitura). Ou seja, não foi a esquerda que tentou o golpe, já estava em curso desde 1954, de lá até o 31 de março de 1964, muita coisa aconteceu, inclusive a Operação Brother Sam. Não é de hoje que os estadunidenses se metem na política interna brasileira, falo do Golpe Contra Dilma e a participação dos Estados Unidos na Operação Lava Jato. Documentos do Wikileaks, complementam e muito minha fala, só que leiam antes, não é Tales Augusto, este Historiador que está afirmando tudo isso.
Então o que leva muitos a tentarem tirar do Lixo da História o Golpe de 1964, buscar o tornar uma Revolução? O Discurso é uma prática que tem força quando usado de forma organizada. Na nossa História tivemos páginas rasgadas, escondidas, queimadas e outras adicionadas como no Stalinismo e Fascismos diversos como o italiano, o nazismo, o franquismo e ainda o salazarismo. O discurso é peça tratada por Foucault no seu livro A Ordem do Discurso.

Bolsonaro e seus asseclas há tempo buscam solidificar que tivemos uma revolução, inclusive alguns grupos tendo conquistado o direito de comemorar a data, só lembro que não foi revolução e sim golpe e vergonhoso. Por quais motivos eu afirmo ter sido golpe? Vamos lá.

De acordo com Pandolfi, “no Brasil, ao longo do século XX, ocorreram, pelo menos, dois movimentos conhecidos também como revoluções: um em 1930 e outro em 1964. Nenhum dos dois totalmente afinado com a ideia que se tem de uma revolução. Nenhum comparável ao que aconteceu na França em 1789 ou na Rússia em 1917. Isto porque sempre que se pensa na categoria revolução pensa-se imediatamente em uma total ruptura da ordem, em uma tomada brusca do poder, em uma substituição radical da classe dominante, em uma ampla participação popular. No Brasil, tanto em 1930 como em 1964, apesar de ter havido uma ruptura da ordem constitucional, não houve alterações substantivas na estrutura de classe do País, nem uma total substituição dos grupos no poder.
Em diferentes medidas, mesmo que esses movimentos tenham recebido apoio da população, não contaram com uma significativa participação popular. Em ambos, o apoio decisivo veio dos militares. Por isso, muitas vezes, as chamadas revoluções brasileiras são registradas na categoria de golpe. Entretanto, enquadrá-las como golpe ou como revolução não é o mais importante. Importa entender o significado, os dilemas e, sobretudo, o legado deixado por esses movimentos.”

Ou seja, o que aconteceu não configura como Revolução nem no Brasil, nem na baixa da égua. Só que o saudosismo bate a porta de pessoas eu nem viveram isso, costumo passear nos perfis de alguns bolsonaristas. Não todos, mas boa parte noto que não buscam leitura para defender o indefensável e tem mais, nesses passeios entrei em alguns grupos do whatsapp, facebook, instagram e é impressionante o que defendem com todas as forças.
São tão sem noção, que falam que o estado atual onde prefeitos e governadores no Brasil devido a Covid-19, restringem certas práticas, são ditaduras, vou repetir, são DITADURAS. Sinceramente, é difícil os levar a sério.
Esses também não compreendem o que cada ente da federação tem como premissa de suas obrigações e responsabilidades, somo ainda que nem entender como funcionam os três poderes. É ou não difícil levar a sério adultos (na idade pelo menos) que não conseguem aprender o que alunos do 8º ano (antiga 7ª série) do Ensino Fundamental já sabem? Aliás, não, sabem, APRENDERAM.

Tivemos ainda nesta semana, a demissão do Ministro da Defesa e o pedido de demissão coletivo dos chefes das Forças Aramadas em bloco, Todos saíram do governo, comentasse que isto ocorreu em decorrência do Bolsonaro buscar reviver 1964, aumentando seu poder e não foi uma ou duas vezes que ele falou em Estado de Sítio e ainda usou a Lei de Segurança Nacional (LSN).

Mas tudo isto não me surpreende, não esqueçam que a cadela do fascismo sempre está no cio e o ovo da serpente já eclodiu. Que não baixemos a guarda, seja onde for. Nós Historiadores principalmente, temos por missão, fazer com que o passado não seja esquecido, só que o principal está em aprender no passado o que não deve se repetir e que as novas gerações, não busquem no Lixo da História, soluções que não existem e discursos mentirosos. Não estudo o passado, o compreendo para pensar o hoje e quem sabe, termos um amanhã.

Mas não posso condenar quem acredita quando Bolsonaro disse que 1964 foi uma Revolução. Vocês acreditaram e alguns ainda acreditam que ele é o guardião da família tradicional brasileira, que ele não é corrupto, que ele é patriota, que ele defende o Brasil. Só não me diga que vocês também acreditam em Invermectina e Cloroquina como tratamento precoce, caso acredite, fica difícil até dialogar.

Fonte:

PANDOLFI, Dulce. O Brasil e suas revoluções. Século XX — Retrospectiva. Edição especial de O Estado de S. Paulo. Disponível em <www.estadao.com.br>. Acesso em jun. 2007.

*É Historiador, Professor e mestrando.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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Confira os resultados eleitorais para prefeito de Mossoró nos últimos 52 anos

Antonio Rodrigues de Carvalho foi o único a ganhar a Prefeitura de Mossoró sem apoio dos Rosados (Foto:: reprodução)

Abaixo os resultados das eleições para prefeito de Mossoró nos últimos 52 anos.

1968

Vingt-un Rosado – 11.034 votos

Antônio Rodrigues – 11.132 votos

 

1972

Dix-huit Rosado: 16.194 votos

Lauro Filho: 11.995 votos

Nulos: 296 votos

Brancos: 205 votos

Eleitores: 28.690

 

1976

Prefeito

João Newton (Arena 1): 20.165

Leodécio Néo (MDB 1): 10.840

Assis Amorim (MDB 2): 6.970

Antonio Rodrigues de Carvalho (Arena 2): 1.327

1982

Dix-huit Rosado (PDS): 21.510 (41,68%);

João Batista Xavier (PMDB): 15.466 (29,97%);

Canindé Queiroz (PDS): 4.388 (8,50%);

Mário Fernandes (PT): 428 (0,83%);

Paulo R. Oliveira (PTB): 48 (0,09%);

Brancos: 8.145 (15,79%);

Nulos: 1.621 (3,14%);

1988

Rosalba Ciarlini (PDT): 37.307 (49,7%)

Laíre Rosado (PMDB): 30.226 (40,2%)

Chagas Silva (PT): 2.507 (3,3%)

Brancos:  3.594

Nulos: 1.503

 

1992

Dix-huit Rosado (PDT): 37.188 (47,79%)
Luiz Pinto (PFL): 32.795 (42,15%)
Luiz Carlos Martins (PT): 6.557 (8,43%)
Paulo Linhares (PSB): 1.273 (1,64%)
Brancos: 5.669
Nulos: 3.913

1996

Rosalba Ciarlini (PFL): 57.407 (52,64%);

Sandra Rosado (PMDB): 26.118 (28,50%);

Jorge de Castro (PT): 4.878 (5,32%);

Valtércio Silveira (PMN): 3.237 (3,53%);

Brancos: 1.549

Nulos: 3.802

 

2000

Rosalba Ciarlini (PFL): 57.369 (54,86%)
Fafá Rosado (PMDB): 42.530 (40,67%)
Socorro Batista (PT): 4.447 (4,25%)
Mário Rosado (PMN): 228 (0,22%)
Brancos: 1.757 (1,59%);
Nulos: 4.395

2004

Fafá Rosado (PFL): 57.743 (49,06%)

Larissa Rosado (PMDB): 34.688 (29,45%)

Francisco José (PSB): 21.210 (18,02%)

Crispiniano Neto (PT): 4.083 (3,47%)

Brancos: 2.063

Nulos: 5.708

 

2008

Fafá Rosado (PFL): 65.329 (53,01%)

Larissa Rosado (PSB): 46.149 (37,44%)

Renato Fernandes (PR): 11.306 (9,17%)

Heronildes Bezerra, “Heró” (PRTB): 464 (0,38%);

Brancos: 3.678

Nulos: 7.40

 

2012

Cláudia Regina (DEM): 68.604 (50,90%)

Larissa Rosado (PSB): 63.309 (46,97%)

Josué Moreira (PSDC): 1.932 (1,43%)

“Cinquentinha” (Psol): 948 (0,70%);

Edinaldo Calixto (PRTB): 0 (0%)*

Brancos: 2.323 (1,61%)

Nulos: 6.737

*Os votos de Edinaldo Calixto foram considerados nulos por indeferimento do registro de candidatura.

 

2014 (pleito suplementar)

Francisco José Júnior (PSD): 68.915 (53,31%)

Larissa Rosado (PSB): 37.053 (27,55%)

“Cinquentinha” (Psol): 3.825 (4,90%)

Josué Moreira (PSDC): 3.025 (3,88%)

Gutemberg Dias (PCdoB): 2.265 (2,90%)

Brancos – 4.428

Nulos: 15.000

 

2016

 

Rosalba Ciarlini (PP): 67.476 (51,12%)

Tião Couto (PSDB): 51.990 (39,39%)

Gutemberg Dias (PC do B): 11.152 (8,45%)

Josué Moreira (PSDC): 1.370 (1,04%)

Francisco José Junior (PSD): 602*

Brancos: 2.974

Nulos: 9.451

*renunciou à candidatura.

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Um dia na vida do presidente

Por Ruy Castro*

“O Sr. Presidente da República acorda invariavelmente às 7 da manhã e, vestido de seu rôbe de chambre, tendo à cabeça uma touca de seda preta, dirige-se para o banheiro, onde toma banho morno. Depois do banho, S. Exa. bebe um copo de leite e, pouco depois, serve-se de café, que deve ser forte, rejeitando-o quando assim não acontece. Em seguida, faz sua toalete e passa a ler os jornais, dirigindo-se depois para a sala particular de sua Exma. esposa, onde conversa algum tempo, sempre com aquele modo frio, seco e pouco expansivo. Às 11 horas, almoça e desce para a sala de despachos no palácio, onde examina os papéis e as questões que tem de decidir.

“Durante o dia conserva-se na sala de despachos, em trabalho com os ministros que o procuram, ou vem à sala de audiências conferenciar com alguma pessoa sobre assunto importante. Nas terças-feiras dá audiências públicas no Salão Jardim, de 1 às 2 da tarde. À 1h30, toma S. Exa. um copo de leite e, às 2, uma xícara de café, continuando na sala de despachos até às 6 da tarde, quando não há muito serviço.

Imagem mostra as páginas iniciais bem amareladas de dois livros antigos e a foto do autor, um senhor careca e de bigodes finos, feita por volta de 1910
Foto e livros originais de Ernesto Senna, o primeiro repórter brasileiro – Heloisa Seixa

“Dirige-se a essa hora pela arcada interna do palácio para a sala de sua Exma. esposa e daí para a de jantar. É excessivamente sóbrio e não usa de vinhos. Depois do jantar, conversa com a família e recebe as pessoas de sua amizade, ficando às vezes até meia-noite. Nunca altera a voz e até com certa dificuldade se faz ouvir. À hora de dormir, toma um banho morno e, em seguida, um copo de leite. Etc. etc.”.

O que se leu acima é parte de um texto de Ernesto Senna, o primeiro repórter brasileiro, publicado no Jornal do Comércio, sobre um dia na vida do presidente Prudente de Moraes, que governou de 1894 a 1898.

Grandes tempos. O presidente da então jovem República não tomava medidas genocidas, não agredia as instituições, não protegia filhos corruptos, não mentia para a nação. Não fazia nada. Melhor assim.

*É jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

 

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Crônica

O guardião da história mossoroense

Imagem da primeira edição de O Mossoroense (Foto: reprodução)

Hoje O Mossoroense completa 148 anos de vida em formato On Line, resistindo mesmo sem as tinhas no papel.

Nenhuma instituição sobrevive 148 anos se se adaptar ao tempo e à modernidade. Foi assim com este jornal que conseguiu se tornar um verdadeiro guardião da história mossoroense.

As profundezas de minha memória indicam que alguém já levou este título Guardião da História de Mossoró ou o atribuiu ao terceiro jornal mais antigo do país que tanto orgulha Mossoró por sua longevidade e credibilidade.

Coloquei meus pés numa redação em 4 de agosto de 2003. Sabia onde estava pisando, tinha noção do que significa O Mossoroense para o país. Apaixonado pelas coisas do passado, senti cheiro de história ao entrar naquele prédio da Travessa O Mossoroense.

Lá encontrei o fim da transição do jornalismo analógico para o digital e conheci profissionais de primeiríssima qualidade.

O Mossoroense foi para mim uma faculdade sem chamada, prova ou seminários. Lá fui avaliado pelo revisor Benjamim Linhares, a quem agradeço cada correção.

Outra figura que gostaria de resgatar é a de Cosme da Rocha Freire, o “Vovô”, que com seu jeito bem humorado me fazia dar boas risadas enquanto olhava os arquivos com as edições antigas do jornal.

Foram anos de muito aprendizado sob a batuta de Cid Augusto a quem sempre me refiro como um ídolo. Não exagero. Devo tudo que consegui me tornar no jornalismo (ainda que não seja grande coisa) a este cidadão acima da média tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Ainda vi nele o exemplo de um líder que não precisa levantar a voz para se impor e do diretor de redação que colocava o jornalismo acima dos interesses políticos e familiares.

Que O Mossoroense siga vivo On Line ou em papel. Este jornal é fundamental para a nossa história.

Vida longa!

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Há quatro anos Francisco José Junior desistia da reeleição

Francisco José Junior no dia que anunciou que estava fora das eleições (Foto: reprodução)

Foi num dia 19 de setembro, mais precisamente numa segunda-feira, que ocorreu uma hecatombe política em Mossoró em plena reta final das eleições de 2016.

O então prefeito Francisco José Junior (PSD) patinava nas pesquisas eleitorais e rumava para um dos maiores vexames já registrados nas urnas mossoroenses.

Por volta das 22h o que seria somente mais uma live se tornou o principal fato político das eleições de 2016. O que era boato se converteu em fato a ser noticiado.

Alegando que sairia de cena para combater as oligarquias ele anunciava a desistência da candidatura. Assim ele se tornava o primeiro prefeito de Mossoró a não conseguir a reeleição.

Até hoje o episódio é lembrado como a noite que Mossoró não dormiu.

Nota do Blog: Francisco José Junior ainda iria ao debate da Intertv Cabugi mesmo após retirar a candidatura. A participação dele foi marcada pela “jantada” que ele deu em Rosalba mesmo estando desmoralizado.