Irritada, bancada governista boicota candidatura de Carlos Eduardo

A bancada governista está amuada com o casal governamental Carlos Augusto Rosado/Rosalba Ciarlini (PP). Nenhum vereador da bancada da prefeita esteve sábado em Natal na convenção que confirmou a candidatura de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado tendo como vice o filho da Rosa, Kadu Ciarlini (PP).

A única exceção foi a presidente da Câmara Municipal que esteve no evento por ser delegada do MDB e por ser parceira política do senador Garibaldi Alves Filho (MDB).

A relação entre o casal governamental e a bancada a cada dia se deteriora. Segundo o Blog apurou há uma irritação por parte dos vereadores por falta de diálogo sobre a campanha. As queixas também giram em torno de falta de prestígio se comparado com secretários.

Existem relatos nos bastidores de reuniões apenas para “encher linguiça” e outras audiências em que o casal conversa às pressas com os vereadores sem sequer convidá-los para sentar.

Nota do Blog: há anos afirmo que o casal governamental tem profundo desprezo por vereadores, jornalistas e servidores públicos. São verdadeiros estorvos para eles.

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CNJ determina que TJ/RN apure morosidade no julgamento da Operação Sal Grosso

Sal Grosso
Operação Sal Grosso completa 11 anos em novembro

Blog do Carlos Santos

O Conselho Nacional de Justiça  (CNJ), provocado pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Geral, Leve e Pesada (SINTRACOM/RN), determinou à Presidência do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) que apure “eventual morosidade injustificada” de um processo relativo à “Operação Sal Grosso”.

O despacho do CNJ foi assinado no último dia 12. A Presidência do TJRN tem 60 dias para levantar o porquê do não julgamento da demanda sob o número 0004515-44.2008.8.20.0106. A partir daí, deverá enviar suas conclusões para a Corregedoria do próprio CNJ.

A matéria está conclusa ao relator-desembargador Gilson Barbosa Albuquerque, desde o dia 26 de abril deste ano, às às 17h38, na Terceira Turma Criminal do TJRN, da qual fazem parte ainda os desembargadores Francisco Saraiva Sobrinho e Glauber Rêgo. Tem o parecer da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) desde então.

Em sua “Representação por excesso de prazo”, o Sintracom/RN assinala que “está pendente de julgamento recurso de apelação há mais de 2 (dois) anos.”

Dificuldade de informação

O próprio CNJ admite que “não foi possível consultar o extrato do processo no site do TJRN”. Em face disso, entendeu ser necessário que a denúncia seja apurada.

A Operação Sal Grosso foi deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN) em Mossoró no dia 14 de novembro de 2007. Caminha para completar 11 aninhos de aniversário este ano.

Teve como foco a legislatura da época na Câmara Municipal de Mossoró.

Nesse processo, especificamente, é narrado que através da contratação de empréstimos consignados por parte dos vereadores junto à Caixa Econômica Federal (CEF), vários vereadores se beneficiavam da vantagem pecuniária, mas a Câmara Municipal de Mossoró é quem teria coberto as obrigações.

O juiz Cláudio Mendes Júnior, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, condenou no dia 07 de novembro de 2016 os atuais vereadores Izabel Montenegro (MDB) e Manoel Bezerra de Maria (PRTB), além dos ex-vereadores Gilvanda Peixoto, Júnior Escóssia, Claudionor dos Santos, Daniel Gomes, Aluizio Feitosa, Benjamim Machado e Osnildo Morais.

As sanções contra os condenados são estas: cinco anos e quatro meses de reclusão e vinte e seis dias multa no valor de dois salários mínimos cada, valor que deverá ser atualizado, quando da execução, pelos índices de correção monetária (art. 49, § 2º).

Um agravante para a atual presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro, além de Manoel Bezerra de Maria, é a tendência a perda de mandato eletivo atual, em face de decisão em segundo grau.

Na mesma decisão, o judicante inocentou os ex-vereadores Renato Fernandes, Francisco José Junior e Francisco Dantas da Rocha (“Chico da Prefeitura”).

 

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Rosalba “redescobre” a importância da agricultura em Mossoró

Mossoró, município que abriga a maior produção de melão do país, não tem um titular da agricultura há quase cinco meses. A pasta executiva está desocupada desde que a esposa do deputado federal Beto Rosado (PP), Anne Katherine, saiu para assumir o cargo de professora da UERN após aprovação em concurso.

Agora a prefeita quer criar uma Secretaria Municipal de Agricultura e Recursos Hídricos. Ela demorou um ano e meio para entender que a pasta precisa ser desmembrada da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Será que já tem um titular engatilhado?

A prefeita ainda propôs em reforma administrativa criar a Secretaria de Finanças e Compras e a de Esporte. Esta última, como Agricultura, deixa a condição de secretaria executiva.

Tudo num momento em que a prefeita precisa fazer acomodações políticas. A eleição está chegando, né?

A palavra final para a criação das pastas será da “Secretaria de Assuntos Legislativos” conhecida popularmente como Câmara Municipal.

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Vereador deixa liderança da oposição para ser candidato a deputado

Vereador Genilson Alves - 12 06 18

Em pronunciamento na sessão da Câmara Municipal de Mossoró desta terça-feira (12), o vereador Genilson Alves (PMN) anunciou afastamento da liderança da bancada de oposição, para se dedicar à pré-candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

“Agradeço aos colegas vereadores pela confiança depositada no meu trabalho, e aproveito a oportunidade para esclarecer que deixo a liderança de oposição para me dedicar a um projeto político maior, e não para fazer parte da bancada da situação”, assinala.

Para reafirmar sua coerência, Genilson Alves cobrou mais sensibilidade à gestão pública municipal, o que, segundo o vereador, gera falta de diálogo e ineficiência administrativa. “E os problemas estão nos quatro cantos da cidade”, diz.

O novo líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró ainda não foi anunciado oficialmente.

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Governismo barra ação em favor dos servidores terceirizados

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Aline Couto evitou realização de audiência pública que ela mesma sugeriu

Hoje pela manhã um cidadão aos prantos procurou os vereadores para relatar que este ano não recebeu um único centavo da terceirizada onde trabalha prestando serviços ao município.

Isso mesmo. Em pleno mês de junho ele não recebeu um único salário relativo a 2018.

Ele trabalha na Prime que presta serviços à Prefeitura de Mossoró, repito.

A vereadora Aline Couto (PHS) tinha proposto e conseguido a aprovação de uma audiência pública para debater a situação.

A audiência nunca aconteceu.

Absurdo?

Agora vem o pior da história.

O vereador Raério Araújo (PRB) sugeriu a audiência para o próximo dia 21. O plenário aprovou.

Ao perceber que deu um vacilo, Aline Couto interviu apresento um requerimento “desaprovando” a proposta sugerida por ela há um ano. A bancada corrigiu a “falha” (com o Palácio da Resistência) e derrubou a audiência.

Aline alegou que só ela poderia marcar a danada da audiência.

A pergunta que fica é: então por que Aline não marca da danada da audiência?

O que menos importa nessa história é o desespero dos terceirizados. Que passem fome desde que o assunto fique no esquecimento e não traga problemas para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Nota do Blog: nos tempos de Francisco José Junior o massacre aos terceirizados era diariamente exposto na mídia. Hoje ninguém aborda o assunto.

Foto: Edilberto Barros

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Por que não CEI?

sonegacao

A resposta ao título deste texto é simples. A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) precisava estancar a sangria no começo.

Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) geraria um palanque para a oposição além de expor auxiliares em possíveis convocações para prestar depoimentos.

Essa é a grande diferença para a investigação que o Ministério Público de Contas faz junto aos contratos de limpeza urbana.

Para a bancada governista foi uma ótima chance para ficar de boa com a prefeita. Foi só Carlos Augusto Rosado entrar na história que tudo se resolveu.

Melhor deixar esse negócio de lixo é para ficar embaixo do tapete.

Tudo em paz.

CEI!

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Culpar a Câmara pela derrubada da CEI do lixo é burrice

burroeleitor

Mossoró tem um hábito estúpido de transferir para a Câmara Municipal todas as mazelas da cidade. No arquivamento da CEI do Lixo o erro se repete. O legislativo, como sempre, assume o ônus pelos problemas do executivo.

Quem se enrolou com contratos de limpeza pública denunciados pelo jornalista Carlos Santos? A gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Quem assinou os contratos de limpeza que estão sob investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE)? É a administração da Rosa de Mossoró.

Quem fez seguidos reajustes nos contratos de limpeza pública? A gestão rosada.

A equipe técnica do TCE constatou a ausência de de documentos comprobatórios da liquidação das despesas contratuais, pesquisas mercadológicas, planilhas de preços justificadoras dos valores contratados, planilhas de preços unitários demonstrativas da economicidade, relatórios das medições dos serviços, definição dos roteiros, frequências das coletas, extensão das vias a serem operadas e comprovação do quantitativo de profissionais necessários.

Quem foi que está sem essa documentação? A Câmara Municipal? Não. Foi a Prefeitura de Mossoró sob a gestão de Rosalba Ciarlini que cessou problemas de seus antecessores.

Então por que se revoltar apenas contra a Câmara? Ali é uma casa política onde a prefeita tem maioria. Foi você quem elegeu os vereadores que se submetem aos caprichos palacianos.

A oposição fez a parte dela em propor a CEI e deve seguir sugerindo outras até que um dia a população se erga contra os desmandos da cidade que afunda em problemas enquanto agora todos pensam no show de Aviões do Forró.

Nada de anormal em uma cidade onde a existência de um buraco na rua, falta de coleta de lixo ou médico na UBS leva os eleitores a irem aos programas de rádio perguntarem “cadê os vereadores?” quando na verdade deveriam perguntar onde está a prefeita. Esta segue em silêncio fingindo que nada tem com isso.

Ia esquecendo de um detalhe: a sua cidadania seletiva e preguiçosa também é responsável.

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Veja quem são os vereadores que derrubaram a CEI do Lixo

Foram 13 votos que mandaram a CEI do Lixo para a cova ou melhor, para debaixo do tapete.

A presidente Izabel Monegro (MDB) não votou, mas foi fundamental para a derrubada da Comissão colocando a proposição na pauta.

Confiram quem votou para derrubar a CEI do Lixo

Aline Couto (PHS);

Ricardo de Dodoca (PROS);

Zé Peixeiro (PTC);

Tony Cabelos (PSD);

Flávio Tácito (PPL);

Manoel Bezerra (PRTB);

Maria das Malhas (PSD);

Sandra Rosado (PSDB);

Didi de Arnor (PRB);

Francisco Carlos (PP);

Emílio Ferreira (PSD);

Alex Moacir (MDB);

João Gentil (sem partido).

Deixaram o plenário em protesto

Rondinelli Carlos (PMN);

Isolda Dantas (PT);

Alex do Frango (PMB);

Raério Araújo (PRB);

Ozaniel Mesquita (PR);

Ausentes

Genilson Alves (PMN);

Petras Vinícius (DEM).

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